Os produtos encolheram e ficaram mais caros?

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Por Cláudio Henrique de Castro –  A batata palha extrafina da Elma Chips teve redução de peso de 16,67%; a aveia em flocos da Yoki, de 15%; os biscoitos da Nesfit, de 20%; a farinha de aveia integral da Quaker, de 17,5%; a sobremesa Creamy, da Batavo, de 10%; e o refil do Omo líquido também diminuiu 10% (Fonte: Idec).

A redução de peso deveria ser ilegal, mas não é, e pela lei essa informação deve estar na embalagem em destaque para que o consumidor não seja induzido a erro.

Contudo, as letras são sempre pequenas e o consumidor nempercebe a cilada.

A mudança feita pelos fabricantes nas embalagens significou em alguns casos um reajuste disfarçado de até 30% nos preços.

Resumindo: no geral, o consumidor paga mais por produtos encolhidos, com redução do peso nas suas embalagens.

Pacote de biscoitos Triunfo de 200 para 170 gramas (g) com embalagem diferente para induzir o consumidor a pensar que se trata de um novo produto. Papel higiênico, Personal, Neve, Nice, Camélia e Sublime, fabricadas pela Klabin, pela Melhoramentos e pela Santher, reduziram em 25% de 40m x 10cm para 30m x 10cm. Extrato de tomate de 370g para 350g. Sardinhas de 135 g para 130 g. Papel -toalha de 70 toalhas para 60 toalhas. O sabão em pó Omo de 1 kg para 900 g, sendo que a Omo criou uma promoção com peso e preço antigos e diz que estava dando 100 g a mais (Fonte:Senado Federal).

Agosto de 2000, 1000 gramas de Omo custavam R$3,43, em agosto de 2001, 900 gramas custavam R$3,51 (aumento no preço em 13,7%). O papel higiênico Personal em julho de 2001, 40 metros, custava R$1,59 e em agosto de 2001, 30 metros saía por R$1,55 comum aumento de preço real em 30% (Fonte:Senado Federal).

Sabonetes de 100 gramas para 90 gramas e fraldas descartáveis; duas fraldas a menos nas embalagens.

A Portaria nº 392/2021 do Ministério da Justiça e Segurança Pública, estabelece que as mudanças de quantidade nos produtos como, por exemplo, biscoitos, refrigerantes, itens de higiene pessoal e limpeza deverão constar nas embalagens pelo prazo mínimo de seis meses e não mais três, como era anteriormente.

Segundo o governo, o objetivo da mudança foi minimizar o risco de o produto ser ofertado ao consumidor, simultaneamente, em duas versões, uma delas sem a devida declaração da redução na quantidade. Na prática, isso não significa nada.

Alguém controla se a redução da embalagem significa a redução do preço?

Não há nenhuma fiscalização a respeito dessa conta paga pelos consumidores, nem as embalagens esclarecem a redução com a prova de que os preços também foram reduzidos proporcionalmente, ou os anúncios de preços nas prateleiras demonstram o preço proporcional de cada grama ou medida os produtos para o consumidor saber qual é o produto mais barato.

O mercado é dominado por poucas marcas, todas multinacionais, que mandam e desmandam, sem fiscalização, sem multas e com muita propaganda, por isso que a mídia não divulga tais expedientes.

 

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