Os franceses, as mulheres e nós (I)

(por Ruth Bolognese)  –  Os franceses estão debatendo o papel de Brigitte, a mulher do presidente Macron, no governo. Querem saber o quanto ela pode gastar de dinheiro público na condição de acompanhante oficial do marido, quando pode cochichar no ouvido dele, se pode usar saia curta e por aí vai. O fato de que ela é 24 anos mais velha do que ele ainda não entrou no debate. Mas está implícito.

Aqui, aparentemente não temos problemas com esses assuntos de primeira dama, o papel delas, quanto realmente mandam, o quanto gastam pra comprar roupas, idade, peso, tamanho da saia etc. etc. Na prefeitura da capital, por exemplo, Marina Tanigushi foi prefeita por dois mandatos, enquanto o marido Cássio ia representá-la nas cerimônias oficiais. Depois desapareceu com ele de vez. Ninguém nunca falou nada.

Na sequência, Fernanda Richa deixou os cabelos longos no primeiro mandato e depois cortou-os bem curtinhos. Ficou tão poderosa e tão popular que por pouco não virou governadora do Paraná. Hoje sabemos que o Paraná perdeu muito com isso. Dona Fernanda, mesmo não sabendo nem o que é um auditor fiscal, manteve intacta a herança do pai, Thomaz Edison, presidente do Bamerindus, precocemente falecido.

Enquanto isso, o marido Beto esbanjou tudo o que tinha no cofre do Paraná e hoje virou um “insaciável” por pacotes fiscais junto ao secretário da Fazenda, Mauro Ricardo. Quer um novo a cada 15 dias. Mauro Ricardo só lhe dá um por mês. Ela, dona Fernanda, continua rica. E deixou crescer os cabelos de novo.

No capítulo de amanhã, Marcia Fruet e Margarita 

 

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