O mundo político se agitou com os informes telegráficos publicados mais cedo por este Contraponto. Os carteiros que subiram a Serra depois do Carnaval, traziam em código morse notícias de que Beto Richa e Ricardo Barros teriam fechado acordo durante a temporada chuvosa de Caiobá.
O tal acordo previa o dever de Beto de renunciar ao cargo de governador e o direito da vice Cida Borghetti (mulher de Barros) assumir o posto, se candidatar à reeleição e botar a máquina pra funcionar em favor da candidatura de Beto ao Senado.
Teve gente que subiu a Serra mais tarde e veio com outro telegrama: sim, Beto e Ricardo se encontraram, conversaram, mas nada ficou definido. Que o governador manteve a dúvida, que ainda está meditando sobre a conveniência de perder agora o foro privilegiado e que, por causa disso tudo, ainda não sabe que destino dar à sua vida política.
Paralelamente, telegramas disparados da Santa Cândida informam que a decodificação do sistema Drousys (o banco de dados da Odebrecht que era guardado na Suíça) está caminhando rapidamente nas mãos de peritos vindos de Brasília especialmente designados para a tarefa. Os arquivos agora estão completos e pode ser que apareçam anotações comprometedoras relativas à licitação da PR-323, estrada que seria concedida à administração da grande empreiteira se ela não tivesse sido atropelada pela Lava Jato.

Fosse eu Beto Richa, ficava! Apoiaria Ratinho Jr, desistiria do Senado, afinal de contas, a probabilidade do Lula ser preso é grande. Dessa forma, o Brasil elege um presidente da república do PSDB…. e então, Beto vira Ministro.