O sumiço do motorista de Flávio Bolsonaro

O Brasil foi tomado esta semana por três casos de sumiço: o terrorista Cesare Battisti não é encontrado em lugar algum desde que foi decretada sua prisão para posterior extradição para a Itália; o médium João de Deus se escondeu por uns dias até se entregar à polícia neste domingo (16) em Abadiânia (Goiás), sob acusação de assédio sexual contra centenas de mulheres. Mas há um terceiro caso importante: também se encontra sumido o policial aposentado Fabrício Queiroz, motorista de Flávio Bolsonaro. Até agora ele não apareceu para explicar a movimentação atípica registrada em sua conta bancária. A promessa é de que se apresente esta semana ao Ministério Público Federal.

Aguarda-se explicação convincente sobre origem e destino do R$ 1,2 milhão que passou pela sua conta durante um ano (janeiro de 2016 a janeiro de 2017), valor incompatível com o salário de R$ 12 mil que recebia como servidor da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, lotado no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro.

O que se sabe oficialmente até agora, segundo registros do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), é que Queiroz recolhia rotineira e mensalmente dinheiro de funcionários do gabinete e fazia pagamentos – um deles, no valor de R$ 24 mil, para a mulher do presidente eleito, Michele Bolsonaro. Filhas de Queiroz serviam como assessoras de Flávio e do próprio presidente eleito e transferiam para o pai até 99% do que ganhavam.

Flávio diz que não é investigado e que seu assessor deu “explicações plausíveis”. Jair Bolsonaro disse que o dinheiro caiu na conta da mulher como para do pagamento de um empréstimo que fizera ao amigo.

Explicações que não convenceram nem mesmo o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, para quem Jair Bolsonaro e o filho só têm dado informações dúbias e que a omissão só serve para a elevar a pressão sobre o novo governo. Outros militares de alta patente que atuam na transição têm a mesma opinião.

Queiroz está tão desaparecido do mapa quanto o terrorista italiano Cesare Battisti e quanto esteve João de Deus. Ninguém mais o viu desde que o caso foi revelado há dez dias. O que existe é a convocação do Ministério Público Federal para que preste depoimento e informe com precisão origem e destino do dinheiro que passou por sua conta.

 

4 COMENTÁRIOS

  1. O Brasil vai pagar caro com essa justiça seletiva, que deu poderes ilimitados e absurdos para um juiz (Moro) deslumbrado e um procurador fanático (Dallagnol) que faz de tudo para ser notado, preparem-se do jeito que esta cedo ou tarde essa população cordeirinha vai virar a mesa e dai os poderosos do STF., vão ter que se explicar pelas injustiças cometidas nos últimos 500 anos nesse país.

  2. Os brasileiros não têm com o que se preocupar! O MP, a PF e o novo ministro da justiça vão agir rapidamente e já antes do natal de 2072 ele será levado em condução coercitiva para prestar esclarecimentos.

  3. Dia de pagamento em algumas assembleias faz fila para esse repasse de valor por funcionários. É só funcionário de Assembleia Legislativa que ao inves de pagar com débito em conta, prefere todo mês sacar todo o salário. Nunca vi. Uma vergonha isso.

  4. ContraPonto tem mais coisa foragida. Por exemplo, a investigação dos R$ 12 milhões do #zapgate que o TSE não se preocupa em localizar.

    Outra coisa que fugiu e dificilmente vai voltar a aparecer é a credibilidade do Brasil, pois com a instalação da Republica da Lava Jato, onde se cumprem as leis que se quer, quando se quer e contra quem se quer, ela também não será achada.

    O deltan e o moro, como altos funcionários do comissariado da republica lavajatista, já passaram o pano e prometem jogar pra baixo do tapetão, pois este tipo de investigação, nunca vem ao caso.

    Resta aos que babam quando comem, começarem a se acostumar com o que vão, ser os “novos” tempos, onde a bandidagem rastaquera se apossou, pelo voto, da Republica.

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