Nova concessão do transporte é “principal desafio” da gestão, diz Pimentel

Em pronunciamento nesta segunda-feira (4), na sessão de retomada das sessões plenárias Câmara Municipal de Curitiba (CMC), o prefeito de  Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), destacou a nova concessão do transporte coletivo como o “principal desafio” e o “assunto mais importante” da atual gestão. Ele também assegurou uma “transição suave”, para que não haja interrupção do serviço essencial à população, e a manutenção do valor da tarifa paga pelos usuários.

Pimentel também adiantou que o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, participará da sessão da próxima segunda-feira (11) para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre a mensagem encaminhada à CMC, no fim de junho, para revisar a Lei do Transporte Coletivo. A proposta trata de questões como subsídio, tarifa técnica e eletromobilidade, além de fixar o prazo de até 24 meses para a transição entre concessões (005.00492.2025).

“É de até 24 meses. Pode ser 3 meses, 6 meses, 1 ano, porque, como é uma grande concessão, ela envolve uma transição para que a coisa mais importante não aconteça, e não vai acontecer, que o trabalhador e a trabalhadora, o jovem, o idoso, o estudante, não fique um dia sequer sem o transporte coletivo na nossa cidade”, explicou o chefe do Executivo Municipal. “Faremos uma transição suave, mantendo o bom serviço para a cidade e congelando a tarifa.”

“Eu chamo a Câmara Municipal, as entidades, as sociedades a debater em conjunto. Será a maior transformação do transporte nos próximos 30 anos, construída com base técnica do Ippuc [do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba], da Urbs, do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e do que há de mais moderno no Brasil e no mundo”, afirmou o prefeito Eduardo Pimentel. De acordo com ele, o novo modelo terá integração temporal ampla por meio do cartão-transporte; 245 ônibus elétricos com ar-condicionado já nos primeiros cinco anos; renovação total da frota movida a diesel dentro de dez anos, com motores movidos a combustíveis menos poluentes; e dois eletropostos públicos.

A licitação será dividida em cinco lotes e terá “total transparência”, avaliou o prefeito de Curitiba, por meio de leilão na Bolsa de Valores de São Paulo. “Em setembro, nós faremos juntos com vocês as aberturas das consultas públicas. Em outubro, as audiências. Em novembro, o lançamento do edital para que […] até o início do ano, nós possamos ter o vencedor e iniciar o processo de transição com quem ganhar a licitação”, completou. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC).

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui