Inúmeras tentativas para localizar o paradeiro de Luiz Abi Antoun – réu em várias ações penais na companhia do primo-distante Beto Richa – frustraram oficiais de justiça e juízes estaduais e federais que o intimavam a se apresentar para responder aos vários processos que correm contra ele.

No Líbano, Luiz Abi se chama Deisi?Apesar das notícias de que Luiz Abi tinha viajado para o Líbano em setembro do ano passado, e de onde não pode voltar em virtude de uma severa tosse que o acomete, a procura se concentrava em dois endereços que ele havia declarado – rua Piauí, números 95 e 835, na cidade de Londrina.

A melhor informação que oficiais de justiça conseguiram partiu da mulher dele, Heloísa Pinheiro, segundo a qual “Luiz Abi Antoun encontra-se no Líbano para um tratamento de saúde e não tem previsão de retorno; que não sabe informar o endereço que ele se encontra e nem o número de telefone.”

Antes de pedir a colaboração do governo libanês para a sua localização, ou à Interpol para que fosse ao seu encalço, o juiz da 22.ª Vara Criminal de Curitiba, Paulo Sergio Ribeiro, intimou os advogados de Luiz Abi para que informassem o paradeiro correto do réu.

Semanas atrás, o juiz recebeu como “comprovante de endereço” uma conta telefônica escrita em árabe, como se vê na foto acima.

O comprovante, emitido em 14 de junho de 2019, foi anexado aos autos, com “tradução” fornecida pela própria defesa: Luiz Abi estava morando na cidade Biblos (Jbeil), no Líbano, à rua Nossa Senhora de Martin, n.º 70.

O tal comprovante foi submetido a respeitados conhecedores da língua e da escrita árabes, que descobriram que dele nem sequer consta o nome de Luiz Abi. Está em nome de uma certa Deisi Gerges, que pagou a conta de serviços de internet com cartão emitido pelo banco Bob Finance, em liras libanesas, em valor de aproximados 66 dólares.

Quem é Deisi Gerges? Seria um codinome adotado por Luiz Abi Antoun para se manter incógnito no Líbano?

Ou, como resumo da ópera, os juízes ainda precisam continuar perguntando: “onde está Abi?”