Morre aos 97 anos o arquiteto Lolô Cornelsen

Morreu nesta quinta-feira (5), em Curitiba, aos 97 anos,  o arquiteto e engenheiro Ayrton João Cornelsen, conhecido como Lolô Cornelsen. Foi autor de projetos icônicos, como  Rodovia do Café – estrada que desenhou quando comandava o Departamento de Estradas e Rodagens do Paraná nos anos 1950, no segundo  governo de Moysés Lupion. Ele também implantou o serviço de ferry-boats na travessia da Baía deGuaratuba.

O velório e enterro deverá ocorrer no Cemitério Luterano de Curitiba, no Alto da Glória, mas o horário de início da cerimônia ainda não está confirmado. Além dos filhos, Lolô também deixa a esposa Cleusa Cornelsen.

Ex-jogador de futebol e torcedor do Atlhetico, Lolô tem em seu portfólio projetos como os estádios Couto Pereira e Vila Olímpica do Paraná Clube, no Boqueirão. Nos últimos anos, Lolô dedicou-se a pintar e projetar campos de golfe. Ele também fazia parte do Banco de Ideias do Instituto de Engenharia do Paraná, no qual ajudou a projetar e aprimorar casas pré-moldadas (baratas e de fácil construção) para auxiliar na reconstrução do Haiti, após a destruição do terremoto de 2010.

 

1 COMENTÁRIO

  1. A morte de Lolô Cornelsen encerra um brilhante ciclo da arquitetura paranaense – e também da engenharia. Lolô é remanescente de uma geração – apesar de ter sido mais velho – que englobou nomes como Lubomir Ficinski, Carlos Eduardo Ceneviva e, mesmo mais jovem à época, Rafael Deli, para lembrarmos só alguns. Estão aí Luiz Forte Neto, os irmãos Gandolfi. São os que ainda sustentam a marca dessa geração valorosa que remete aos anos 1950, quando Curitiba viveu sua grande transformação urbana, apoiada nos princípios do então inédito Plano Agache de 1943, seguido do Plano Urbanístico que remete às gestões dos prefeitos Ney Braga (que vovernou o Paraná na gestão do governador Bento Munhoz da Rocha Netto e viu implantada na cidade uma série de equipamentos, como o Teatro Guaíra, a antiga Rodoviária, a Biblioteca Pública, o Mercado Municipal…. tudo em nome de o que então significava o progresso advindo da comemoração do centenário da emancipação política do Paraná, ocorrida em 1953. Lolô soube, ao lado de outro nome, Rubens Meister, deixar sua marca, sua história e seu tempo. Que descanse em paz. Resta-nos outro grande expoente, igualmente ícone: Jaima Lerner.

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