A posição oficial do ministro da Justiça, Sérgio Moro, é de que não vai se imiscuir nas eleições das novas mesas da Câmara e Senado Federal. A tarefa tem ficado a cargo do procurador-chefe da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, que vem se manifestando publicamente contra a eleição do senador Renan Calheiros para a presidência do Senado.

Segundo Deltan, a volta de Renan ao posto é uma grave ameaça à intenção do ministro, com o apoio de procuradores e entidades da magistratura, de aprovar o mais rápido possível um pacote de leis anticorrupção, contemplando as Dez Medidas e as 70 sugestões elaboradas pela Transparência Internacional.

Apesar de querer distância da articulação política, Moro admite ir para a linha de frente das negociações com o Congresso em defesa do seu projeto anticrime. O texto, em fase final de redação, vai incluir a possibilidade de prisão após segunda instância.