Militares da reserva lançam manifesto contra ministro Celso de Mello

Militares da reserva soltaram novo manifesto contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (ST) Celso de Mello. O documento surge após o ministro Luiz Fux ter concedido liminar em processo do PDT afirmando que não cabe às Forças Armadas exercer poder moderar da República

O manifesto surgiu da iniciativa de dois coronéis da Força Aérea Brasileira (FAB) e tem a assinatura de 52 integrantes da Aeronáutica, 16 da Marinha e dez do Exército – todos da reserva. Também assinam o documento 30 civis e um oficial da PM do Rio. Entre os signatários estão 12 brigadeiros, cinco almirantes e três generais.

Segundo o jornalista Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo, o documento afirma que “ninguém entra nas Forças Armadas por apadrinhamento” ou  atinge postos na carreira por ter “um palavreado enfadonho, supérfluo, verboso, ardiloso, como um bolodório de doutor de faculdade”.  “Nenhum militar recorre à subjetividade ao enunciar ao subordinado a missão que lhe cabe executar , se for necessário, com o sacrifício da própria vida”.

E segue afirmando ao magistrado que “nenhum militar deixa de fazer de seu corpo uma trincheira em defesa da Pátria e da Bandeira”. E, por fim, diz:  “Nenhum militar atinge o generalato se não merecer o reconhecimento dos seus chefes, o respeito de seus pares e a admiração dos seus subordinados”.A íntegra do manifesto

“Ao Sr. José Celso de Mello Filho.

Ninguém ingressa nas Forças Armadas por apadrinhamento.

Nenhum Militar galga todos os postos da carreira, porque fez uso de um palavreado enfadonho, supérfluo, verboso, ardiloso, como um bolodório de doutor de faculdade.

Nenhum Militar recorre à subjetividade, ao enunciar ao subordinado a missão que lhe cabe executar, se necessário for, com o sacrifício da própria vida.

Nenhum Militar deixa de fazer do seu corpo uma trincheira em defesa da Pátria e da Bandeira.

Nenhum Militar é comissionado para cumprir missão importante, se não estiver preparado para levá-la a bom termo.

Nenhum Militar tergiversa, nem se omite, nem atinge o generalato e, nele, o posto mais elevado, se não merecer o reconhecimento dos seus chefes, o respeito dos seus pares e a admiração dos seus subordinados.

E, principalmente, nenhum Militar, quando lhe é exigido decidir matéria relevante, o faz de tal modo que mereça ser chamado, por quem o indicou, de general de merda”.

 

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