Medicina da Positivo: alunos relatam ofensas de colegas após as eleições

Alunos do curso de Medicina da Universidade Positivo, de Curitiba, que apoiram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), relatam ter sofrido ofensas e bullying virtual de colegas. A informação é da jornalista Catarina Scortecci, da Folha de S. Paulo.

Segundo a jornalista, em capturas de tela enviadas ela e também encaminhadas ao Ministério Público do Paraná (MPPR), estudantes aparecem trocando mensagens em grupos de WhatsApp com xingamentos e deboches a colegas que teriam votado no candidato do PT. Há também “listas de petistas”, e uma enquete pergunta sobre eventual expulsão de uma estudante do grupo com as opções “sim” e “óbvio”. Uma das mensagens sugere que determinada aluna nem apareça na aula na segunda-feira (26) logo após o resultado da eleição.

Ao Ministério Público, os denunciantes dizem que alunos pagantes e bolsistas foram alvos de “discursos de ódio, discriminação, gordofobia e aporofobia”. Também informam que as mensagens foram trocadas ao longo da campanha eleitoral e após o resultado do pleito.

A Universidade Positivo, de acordo com a jornalista, informou em nota que não recebeu qualquer registro oficial sobre os casos, mas que “repudia qualquer forma de discriminação, intolerância ou desrespeito” e tem compromisso com “um ambiente plural, pautado pelo respeito às diferenças, à diversidade de pensamento e à convivência democrática”.

A instituição também pede para que as vítimas façam seus relatos nos canais oficiais, com garantia de sigilo, para que os fatos possam ser formalmente apurados. “A universidade também está à disposição para acolher e orientar os estudantes que se sentirem afetados pela situação”, diz a nota.

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