O Ministério da Educação anunciou nesta quarta-feira  (17), em Brasília, um plano que prevê aporte de R$ 102,6 bilhões para as universidades federais. Desse montante, menos da metade do recurso (R$ 50 bilhões) viria do orçamento público. A principal aposta do programa, batizado de Future-se, é a formação de um fundo que envolve o patrimônio da União, fundos constitucionais, leis de incentivos fiscais, recursos de cultura (Lei Rouanet) e até fundo de investimento imobiliário, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

O programa foi apresentado na manhã destas quarta-feiram(17)  pelo secretário de Educação Superior, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, e também pelo ministro da Educação, Abraham Weitraub.

Antes, no entanto, Lima Junior e Weitraunb foram interrompidos pelo presidente nacional da União Nacional dos Estudantes(UNE), Iago Montalvão, que estava na plateia. “Quero saber onde está o dinheiro das universidades, ministro?”, perguntou ele do alto das cadeiras do auditório. Ao final de sua fala, Montalvão foi convidado a se sentar nas primeiras fileiras da sala para acompanhar a apresentação.

O governo destacou que, antes da implementação do programa, a proposta passará por consulta pública por um mês. “O MEC não vai impor nada”, diz nota enviada pelo ministério. A adesão das universidades também será voluntária, já que elas continuarão a ter um orçamento anual, definido pela União.

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