Presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffman desistiu em 2018 de concorrer à reeleição no Senado por reconhecer sua falta de capital político pós-Lava-Jato. Agora, segundo publica a coluna Radar, da revista Veja, quer disputar a prefeitura de Curitiba. Para isso, quer contar com o apoio do ex-governador do Paraná Roberto Requião. O presidente estadual do MDB, o ex-deputado João Arruda, diz ser contra

O ex-senador Roberto Requião, no entanto, também se coloca como candidato a prefeito – numa provável renovação da aliança (tácita ou explícita) que manteve com o PT desde sua segunda eleição ao governo do Paraná em 2002, na reeleição de 2006 e na eleição para o Senado em 2010.

Os projetos de ambos – Gleisi e Requião – encontram resistência no MDB estadual. Seu atual presidente, João Arruda, distribuiu nota em que classifica como “ilação do PT” a tentativa de construir uma aliança tendo o ex-senador Roberto Requião na cabeça de chapa na disputa da prefeitura de Curitiba em 2020.

“O PT quer se meter onde não é chamado. No MDB, estamos coesos em torno de um projeto para Curitiba e não aceitamos qualquer sugestão que venha do PT”, diz Arruda, pré-candidato preferencial do partido a prefeito da capital paranaense.

Na nota, João Arruda disse ainda que o PT tenta se abrigar novamente no MDB para agora participar das eleições municipais. “O PT já tirou a eleição do Requião para o Senado. Não podemos continuar pagando pelos erros que eles cometeram! Eles que busquem as suas alianças e fiquem longe do MDB do Paraná”, completa.