Adeptos e aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) estão convocando manifestação para domingo (26) para protestar contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o Congresso Nacional. O ato vai ser um protesto aberto contra os 11 ministros do STF, os 81 senadores e os 513 deputados federais que estariam “escravizando 209 milhões de brasileiros”. Cartazes de convocação anunciam que “cansamos de ver os corruptos querendo destruir o governo do presidente Bolsonaro”.
O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir, disse acreditar que o País será surpreendido com a marcha bolsonarista convocada para domingo. “Teremos boas surpresas. Aguardem e verão o verde-amarelo nas ruas novamente. E não vai ter nada contratado, não vai ter vermelho, não vai ter CUT, vai ter Brasil”, afirmou.
O Partido Novo, por exemplo, não deverá apoiar a marcha bolsonarista. O deputado estadual gaúcho Fábio Ostermann disse o porquê: “Apoiamos as reformas, mas não cremos que faz sentido misturar isso com apoio a um governo que não parece fazer muito esforço para se ajudar.”
A deputada federal Joice Hasselmann (PSL), líder do governo no Congresso, vê os atos como “um tiro no pé”. Mas o partido dela e do presidente Bolsonaro mostra-se inclinado a apoiar o ato. Contudo, a deputada estadual paulista Janaína Paschoal, também do PSL, está criticando a convocação da marcha. “Eu não vou gravar áudios, nem vídeos, por uma razão: essas manifestações não têm racionalidade. O presidente foi eleito para governar nas regras democráticas, nos termos da Constituição Federal. Propositalmente, ele está confundindo discussões democráticas com toma-lá-dá-cá”, disse a parlamentar.
Ao mesmo tempo, o Movimento Brasil Livre(MBL) MBL já anunciou que não vai participar da manifestação pró-governo. Tomé Abduch, porta-voz do movimento NasRuas informa que o grupo não está aderindo à manifestação: “achamos as pautas confusas e dispersas. Somos apartidários”.
Quem também se manifestou contra o ato de domingo foi o presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara, Marcelo Ramos (PR-AM). Ele disse que o ato é “surreal”, por investir contra o Congresso e contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Para ele, Maia é uma das pessoas que mais trabalham pela reforma.
