Uma das marcas históricas de agosto: 66 anos do suicídio de Getúlio Vargas

Agosto marca alguns dos mais importantes acontecimentos da história política brasileira, dentre eles o suicídio do presidente Getúlio Vargas que, neste dia 25, completa 66 anos.

Desde o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, até a votação pelo impedimento definitivo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o mês considerado de azar, também registra algumas venturas, como o fim da censura e da tortura.

 24 de Agosto de 1954: O suicídio de Getúlio Vargas

Getúlio Vargas voltou à Presidência da República por meio do voto direto, em 1951. Contudo, com a oposição do Congresso Nacional e com a rejeição da classe empresarial, ele vê a tensão em relação ao seu Governo aumentar. Após ter sido informado de que os Altos Comandos Militares exigiam o seu licenciamento do cargo de presidente da República como condição para a solução da crise política, ele suicidou-se com um tiro no peito na madrugada do dia 24 de agosto de 1954.

A carta-testamento deixada por ele encerra-se com a frase: “Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”. O impacto provocado pela notícia e a divulgação da carta-testamento foi intenso: manifestações populares de apoio a Vargas estouraram em todo o País.

25 de agosto de  1961: Renúncia de Jânio Quadros

Conservador e popular, Jânio Quadros se elegeu com discurso de combate à corrupção e de oposição a Juscelino Kubitschek, seu antecessor na Presidência da República. Contudo, apenas sete meses depois de assumir o cargo, ele renunciou. Ao contrário do que o próprio presidente esperava, o Congresso Nacional aceitou de imediato a sua carta-renúncia.

Assumiu, então, o vice João Goulart. Jango, como era conhecido, propôs uma série de reformas que desagradaram uma parcela da classe política na época. Em meio a uma sucessão de crises, ele foi derrubado pelas Forças Armadas em um golpe que instalou a ditadura militar no Brasil.

31 de Agosto de 1969: AVC afasta general Costa e Silva da Presidência da República

Segundo militar a chefiar o País durante a ditadura militar (1964-1985), Costa e Silva foi  acometido de trombose cerebral no final de agosto de 1969. Impedido de continuar no comando do Governo Federal, ele foi substituído interinamente por uma  Junta Militar.

O vice-presidente, Pedro Aleixo, era um civil e foi impedido de assumir a Presidência pela edição do Ato Institucional 12. A Junta Militar governou o País até o dia 30 de outubro, quando assumiu o general Emílio Médici. Costa e Silva faleceu em dezembro de 1969.

22 de Agosto de 1976: Morre o ex-presidente Juscelino Kubitschek

O ex-presidente Juscelino Kubitschek morreu em um acidente de carro quando se dirigia de São Paulo para o Rio de Janeiro. Segundo informações da época, o veículo teria colidido com um caminhão após ser atingido por um ônibus em alta velocidade. Dois anos antes de morrer, JK recuperara seus direitos políticos, cassados após o golpe de 1964, e pretendia voltar à vida pública.

A versão de que JK e o seu motorista Geraldo Ribeiro, que também morreu no acidente, foram vítimas de um atentado arquitetado pelos militares foi apresentada pela Comissão Municipal da Verdade de São Paulo. Contudo, em 2014, Comissão Nacional da Verdade apresentou relatório em que afirmou não ter evidências suficientes para confirmar esta versão.

3 de agosto de 1988: Fim da censura e da tortura no Brasil

Após mais de duas décadas de ditadura militar, a Assembleia Nacional Constituinte inseriu na Carta Magna brasileira a garantia do direito de liberdade de expressão e a proibição a qualquer forma de tortura. A aprovação faz parte do processo de elaboração da Constituição Federal de 1988, que seria promulgada em outubro do mesmo ano.

31 de agosto de 2016: Impeachment de Dilma Rousseff

Senado
O processo de impeachment de Dilma Rousseff teve início ainda em dezembro de 2015, quando o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, resolveu aceitar um dos pedidos pelo impedimento da ex-presidente. O crime de responsabilidade, segundo o documento, seria a prática das chamadas “pedaladas fiscais” e a edição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso.

A abertura do processo de impeachment foi aprovada pela Câmara dos Deputados em abril, decisão que foi confirmada pelos senadores em maio. Mas apenas em agosto o Senado decidiu que a então presidente afastada iria a julgamento. No dia 29 de agosto, Dilma Rousseff compareceu ao Congresso para se defender e negou ter cometido os crimes de responsabilidade de que foi acusada. Contudo, dois dias depois, os senadores aprovaram o impeachment da presidente por 61 votos favoráveis e 20 contrários.

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