Mais maldades da imprensa

O site da revista Veja noticia que em meio às gravações agora entregues à Procuradoria Geral da República, conversas entre o dono da JBS Joesley Batista e o executivo Ricardo Saud revelam disposição para delatar também os governadores do Paraná e de Santa Catarina, assim como proteger donos de supermercados, fregueses das suas carnes.

O nome de Richa é mencionado por supostamente ter recebido recursos da empresa. Eis o texto da matéria da Veja:

Diretor lamenta delatar governadores do PR e SC: ‘Coitadinhos’

Ricardo Saud fala em dinheiro para Beto Richa e Raimundo Colombo e revela intenção de preservar ‘amigos’ na delação, como compradores de produtos da JBS

Mais maldades da imprensaO ex-diretor de Relações Institucionais do grupo JBS, Ricardo Saud, admitiu, em áudio obtido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que tinha o interesse de preservar “amigos” no acordo de colaboração premiada que viria a ser firmado com o Ministério Público Federal. Em contrapartida, ele lamenta a Joesley Batista, um dos donos da empresa, que teria de delatar governadores que supostamente receberam propina, entre eles Beto Richa (PSDB), do Paraná, e Raimundo Colombo (PSD), de Santa Catarina.

Os amigos citados por Saud seriam donos de redes de supermercados e compradores de produtos da JBS. Também são mencionados os nomes de Andrea e Durval, que não podem ser identificados. Em seguida, Saud diz que entregou dinheiro pessoalmente para Richa e Colombo. Também é mencionado o ex-secretário da Fazenda de Santa Catarina Antonio Gavazzoni, que teria recebido visitas de Saud e do contabilista Florisvaldo Caetano de Oliveira, que foi conselheiro fiscal da JBS entre 2007 e 2016.

“Tudo que não precisar tocar no tipo de assunto. A gente preserva todos os nossos, como chama? Consumidores, nosso mercado, nós preservamos todos os supermercados, compradores. Todos os nossos compradores. A gente salva uns quatro ou cinco amigos. Andrea, Durval… Porque de outro jeito não tem jeito de contar a história sem os caras. Eu acho que pelos mais fortes… (ininteligível) A questão é ter que jogar esses amigos tudo no fogo. Os governadores, coitadinhos… Beto Richa… Pegou tudo em dinheiro no (ininteligível)… Fui eu e aquele (ininteligível) entregar para o Beto… Beto Richa… Colombo…”, disse Saud.

O executivo declara que foi entregar dinheiro para um intermediário de Colombo. Joesley, então, menciona o nome de Gavazoni. “Gavazoni. (ininteligível) Eu fui lá umas quatro vezes e o Florisvaldo umas três”, diz Saud.

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