Vítima de Covid-19, morreu nesta terça-feira (30) em Curitiba o desembargador Francisco Pinto Rabello Filho, aos 64 anos. Era filho de Francisco Pinto Rabello e de Inês Chagas Bonfim e nasceu em Ibicaraí (BA), em março de 1956. Formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (turma 1981).

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) decretou luto oficial.

Ingressou na magistratura por meio de concurso para juiz substituto, sendo nomeado em 1º de julho de 1986 para a comarca de Cianorte. Novamente por concurso, atuou como Juiz de Direito a partir de março de 1987, nas comarcas de Cidade Gaúcha, Mandaguaçu, Paranavaí, Ponta Grossa, Maringá e Curitiba.

Foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná em maio de 2006. Era professor universitário, mestre e doutor em Direito. É autor do livro “O Princípio da Anterioridade da Lei Tributária” e de artigos publicados em jornais e revistas especializadas.

OAB LAMENTA

A OAB Paraná emitiu nota oficial lamentando o falecimento do desembargador. A nota lembra que, embora natural da Bahia, foi no Paraná que se tornou bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, na turma de 1981.

A advocacia do Paraná expressa à magistratura, à família e aos amigos suas condolências pelo falecimento do desembargador. “O desembargador Francisco Rabello foi um magistrado estudioso, que sempre demonstrou um senso acurado de justiça e equilíbrio. Fez votos brilhantes e bem fundamentados como desembargador. Debatia as teses, ouvia a advocacia e apresentava argumentos sólidos. É uma perda para a Justiça e para a sociedade paranaense”, ressalta o presidente da OAB Paraná, Cássio Telles.

O diretor de Prerrogativas da OAB Paraná, Alexandre Salomão, recebeu a notícia com tristeza e surpresa. “Na quinta-feira (25/6) estive em uma audiência presidida por ele. Parecia desfrutar de plena saúde. Seu falecimento é uma perda muito grande para a Justiça. Ele também nos mostra o quanto a Covid-19 é insidiosa e o quanto é importante nos mantermos em alerta para evitar que mais vidas sejam perdidas”, afirma Salomão.