Desde sempre as greves do transporte coletivo de Curitiba pareceram jogo combinado entre patrões e empregados. Donos das empresas de ônibus, insatisfeitas com a remuneração da tarifa técnica definida e paga pela Urbs, viviam anunciando que não poderiam pagar salários em dia aos motoristas e cobradores. E atrasavam mesmo, alegando a penúria de seus cofres.
O resultado não podia ser outro: os trabalhadores logo decretavam paralisações e, às vezes por vários dias, deixavam os curitibanos a pé e o comércio fechado. Também para o sindicato da categoria sempre foi um bom negócio obrigar o povo a pagar passagens mais caras. Quanto mais caras, maior a arrecadação do sindicato, que come uma parcela também proporcionalmente maior, embutida na tarifa.
Os interesses de ambos os lados estariam garantidos se, a cada greve, a prefeitura decidisse subir a passagem ou reajustar a tarifa técnica. Como chegou a acontecer algumas vezes no passado.
Então, essa história de locaute – greve conjunta e combinada entre patrões e empregados, completamente ilegal – é coisa velha em Curitiba. Mas pela primeira vez uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT) a trouxe com clareza a público, confirmando as antigas desconfianças.
Deve-se este trabalho à procuradora Margaret Carvalho, que propôs uma ação civil pública e pagamento de R$ 1 milhão (para cada sindicato) como reparação por danos morais difusos. E mais multas de R$ 50 mil a cada uma das dez empresas de ônibus que, segundo suas investigações, participavam ativamente dos locautes.
Claro que os dois sindicatos se mostraram injuriados com a dra. Margaret.

Parabéns Sra. Margaret Carvalho, todos sabem que estas empresa estão ai a mais de 60 anos, ludibriando o povo Curitibano, com planilhas falsas e outros recursos, sempre escondendo o verdadeiro custo da passagem. Com o aval de todos os prefeitos que passam por Curitiba. Todos sabem que o financiamento de campanha em parte e bancada pela família que detém o poder do transporte público aqui na nossa cidade.Falei alguma mentira neste texto, ai uma pergunta cade o TC/PR.