Livro diz que general Heleno impediu exoneração de Moro

Ao saber que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, havia criticado a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, sobre o Coaf, o presidente Jair Bolsonaro teria tomado a decisão de demitir o ex-juiz federal. No entanto, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, teria convencido Bolsonaro a manter Moro no governo.

A informação consta no livro “Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, da jornalista Thaís Oyama, compartilhada por Guilherme Amado, da revista Época.

Segundo a jornalista, Bolsonaro ficou enfurecido com Moro por ter pedido a Toffoli que reconsiderasse a decisão sobre paralisar as investigações do Coaf. Na época, a medida do ministro protegia diretamente o senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro, investigado por corrupção em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

No entanto, no fim de agosto, decido em demitir seu ministro da Justiça, Bolsonaro foi convencido por Augusto Heleno de que não era uma boa ideia. “Se demitir o Moro, o seu governo acaba”, disse o general ao presidente.

Queiroz O livro da jornalista também traz outra revelação. De acordo com ela, Bolsonaro ordenou a Fabricio Queiroz, ex-assessor dele e do filho, Flávio Bolsonaro, que não comparecesse  ao depoimento no Ministério Público do Rio de Janeiro em dezembro de 2018.

De acordo com o livro, após a divulgação do escândalo do Coaf, envolvendo o ex-assessor do clã, advogados de Queiroz e Bolsonaro fecharam a estratégia de que o ex-PM iria até os promotores, mas diria que não daria declarações até ter acesso à investigação. Queiroz ainda negaria qualquer relação com o clã. (Revista Fórum).

 

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