O ex-executivo da construtora OAS, Léo Pinheiro, reafirmou, em carta à Folha de S. Paulo publicada nesta quinta-feira (4), as acusações que fez contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex de Guarujá (SP).
Ele disse que todas as acusações foram endossadas por provas e rechaçou a possibilidade de ter adaptado suas declarações para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato. “Afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão, e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal”, destacou.
“A minha opção pela colaboração premiada se deu em meados de 2016, quando estava em liberdade e não preso pela Operação Lava Jato. Assim, não optei pela delação por pressão das autoridades, mas sim como uma forma de passar a limpo erros”, completa o ex-executivo.
Pinheiro declara ainda que seu “compromisso com a verdade é irrestrito e total”. “Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma”, sustenta. “A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos”, afirma, em outro trecho da carta.
O ex-presidente da OAS se posicionou depois de reportagem da Folha de São Paulo, publicada no último domingo (30), produzida a partir de análise de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil, ter mostrado que o empreiteiro foi tratado com desconfiança pelos procuradores da força tarefa Lava Jato enquanto colaborou com as investigações.

Velho e daqui uns anos prestes a fazer uma carreação com o criador e mesmo assim mente, é covarde e pela sua liberdade aceitou todo que é tipo de proposta de Moro para livrar a cara.
Se ele disser que mentiu sua pena aumenta e perde todas as benesses que Moro e Dalagnol lhe premiaram
[…] Contraponto […]
É verdade que ele pagou 6 milhões para cada diretor uniformizar os depoimentos de suas delações? E os dois que não aceitaram sofreram uma multa de 250mil na sentença, por isso foram abandonados pela família e finalmente absolvidos pelos tribunais superiores por falta de provas?!