Em meio a divulgação de supostas mensagens de membros da Lava Jato, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge , disse nesta terça-feira (16), em reunião com oito procuradores da força tarefa de Curitiba, que a operação tem apoio “institucional e administrativo” da Procuradoria Geral da República (PGR).
A conversa durou cerca de três horas e ocorreu a portas fechadas. Dodge se reuniu com o coordenador da força tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e outros sete investigadores da operação na sede da PGR em Brasília. É o primeiro gesto de Dodge em defesa da operação desde o início das divulgações das reportagens do site Intercept.
Apesar do afago institucional, que será feito em nota oficial da PGR, Dodge não fez declarações públicas sobre o caso. Tanto a procuradora-geral quanto os membros da Lava Jato não falaram com a imprensa. A sinalização de Dodge aos investigadores, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ocorre num momento em que ela tenta ser reconduzida ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro apesar de não estar na lista tríplice do cargo.
O site The Intercept Brasil divulgou supostos diálogos que mostram que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e Deltan Dallagnol discutiam processos em andamento e comentavam pedidos feitos à Justiça pelo Ministério Público Federal enquanto integravam a força-tarefa da Lava Jato.

Sem justiça não há nação, concordo, mas com uma dessas das mais caras do mundo e com esse tipo de justiceiro é melhor resolver quem é culpado ou inocente no cara e coroa.
Freio de arrumação, certamente o apoio é necessário, porém não deve ser irrestrito. Os erros terão suas consequências, mas a operação é e será muito importante para a vida nacional. Hoje tenho convicção de que seria melhor terem prendido somente a metade desses ladrões, mas fazê-lo sem truques afastando a auto indulgência dos fazedores de justiça. Os operadores da nossa justiça ainda terão que reformar a JUSTIÇA tornando-a mais modesta voltando ao simples feijão com arroz. Sem justiça não há nação!