A Polícia Federal no Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (2), a Operação Armadeira contra uma organização criminosa com atuação na Receita Federal. Ao todo, são cumpridos 39 mandados de busca e apreensão, cinco de prisão temporária e nove de prisão preventiva — todos expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio, do juiz Marcelo Bretas.
De acordo com a PF, a investigação começou depois de um colaborador da Lava Jato ter sido instado a pagar uma quantia para não ser autuado em procedimento fiscal. A apuração dos policiais constatou a existência de uso estruturado de informações privilegiadas para cobrança para benefício de terceiros e dissimulação de patrimônio.
Os investigadores apontam o auditor fiscal Marco Aurélio Canal, supervisor de programação da Receita Federal na Lava-Jato, como líder da organização criminosa que assediava delatores e investigados ao cobrar propina em troca da anulação e cancelamento de multas por sonegação fiscal.
Os alvos eram selecionados a partir de inquéritos e processos que tramitavam pela Receita referentes a acúmulo de patrimônio ou movimentação financeira suspeita — a quadrilha selecionava quem poderia render propinas maiores.
Canal ingressou na Receita Federal em 5 de janeiro de 1995 por concurso público e recebe cerca de R$ 21 mil por mês, segundo dados do Portal da Transparência. Até o fechamento dessa matéria, a reportagem não havia obtido o posicionamento do auditor fiscal.

Seria muito bom que a defesa do auditor ou ele próprio se manifestasse, para evitarmos uma caça às bruxas. Pensem na hipótese de que o servidor vai investigar e depois o governo pões a polícia atrás dele. Agora se for mais um corrupto tomara que pague pela conduta, na forma da lei.