A Justiça determinou o bloqueio de R$ 164 mil em bens do deputado estadual Plauto Miró (DEM) por supostas irregularidades em gastos com alimentação que foram ressarcidos pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), segundo revela o G1.
De acordo com a decisão, o parlamentar pediu ressarcimento de gastos com alimentação em restaurantes de Curitiba, mas uma resolução da Alep previa que apenas os gastos em viagens fossem reembolsados, segundo o juiz Guilherme de Paula Rezende, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba.
A Assembleia Legislativa participará da defesa de Plauto Guimarães. O presidente da Alep, Ademar Traiano tem afirmado que o regimento permite tais gastos que deputados, em quaisquer lugares em que estejam, estão cumprindo suas funções de parlamentares.
A determinação é de sexta-feira (26) e se refere a gastos de 2014 a 2019.
Segundo a decisão, o valor também ultrapassa o limite de R$ 31 mil de verbas de ressarcimento durante o mandato.
A ação que questiona as contas do deputado é da ONG Vigilantes da Gestão Pública, que acompanha gastos dos deputados.
De acordo com a petição da ONG, o Plauto Miró usou a verba “em bares e locais de recreação e lazer”.
Na lista de ressarcimentos, há gastos em restaurantes, lanchonetes, padarias, supermercados, o que, para o Vigilantes da Gestão Pública, “retratam o uso indevido da verba”.
O deputado Plauto Miró afirmou que vai se pronunciar no processo assim que for notificado.
