Inédito na história: segurança de Bolsonaro impede jornalistas no Plenário

Pela primeira vez em todo a história do Congresso, mesmo nos momentos mais graves, com o impechment da presidente Dilma Roussef ou no julgamento de processos de Michel Temer, jornalistas sempre tiveram acesso ao planário do da Câmara. A exceção vai conecer nesta terça-feira 6, quando o presidente Jair Bolsonaro fará sua primeira visita à Casa desde a eleição do dia 28.

A Diretoria-Geral do Senado (DGS) comunicou que jornalistas não poderão entrar no plenário da Câmara para acompanhar a sessão solene que, agendada para as 10h desta terça-feira (6), celebrará os 30 anos da Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988. A solenidade marcará a volta do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ao Congresso depois da campanha eleitoral. A DGS é o órgão responsável pela realização de sessões conjuntas de Câmara e Senado.

Alegando a necessidade de “esquema especial de segurança”, comunicados internos distribuídos mais cedo pela DGS (veja íntegra abaixo) advertem que o acesso ao plenário e às dependências do Congresso será restrito e a circulação controlada com mais rigor. “O combinado é que a imprensa terá acesso às galerias e ao Salão Verde. No salão do plenário, estará somente a imprensa interna”, diz um dos ofícios, referindo-se aos grupos de comunicação do Senado e da Câmara.

Como reza o regulamento interno, caberá à Polícia Legislativa do Senado organizar o esquema de segurança nesta terça-feira (6). A decisão pegou jornalistas de surpresa tão logo os comunicados se tornaram públicos, uma vez que sessões solenes são sempre abertas à imprensa credenciada, sem qualquer restrição de acesso aos plenários.

Mesmo em momentos históricos e graves da vida política nacional, manteve-se o acesso dos profissionais da notícia ao palco das decisões. Foi assim nas diversas votações do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), que consumiu cinco meses de discussões no Senado e na Câmara. E, mais recentemente, na votação das duas denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (MDB), barradas por aliados do emedebista em agosto e em outubro.

3 COMENTÁRIOS

    • Seria uma tremenda incompetência da Polícia Legislativa permitir, após rigorosa vistoria, que qualquer pessoa entre portando algum artefato que possibilite “terminar o serviço do Adélio”.

      Fato é que tem gente que não consegue entender a necessidade de críticas, por mais virulentas e descabidas que sejam. Aliás, se o trabalho, honra e coragem do eleito fossem inexpugnáveis, ele não teria motivos para temer a opinião de quem quer que fosse.

    • É isso aí, jornalistas acham que nasceram no Olimpo, são filhos de Zeus e, por isso, tudo podem. Jornalistas parecem aqueles filhotes de ricos… foram criados de tal forma que não têm limites. Tá na hora de se tocarem e se ajustarem à nova realidade. Passem bem!!!

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