Haddad e a encruzilhada do PT

Candidato derrotado na eleição, Fernando Haddad disse ao jornal Valor nesta terlça-feira (11) que o futuro governo “tem um jogador do banco de reserva que está no aquecimento antes de começar o jogo”, referindo-se aoo vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão. Haddad afirmou que o núcleo político do presidente eleito teve acesso a relatório do Coaf sobre as transações bancárias de Flávio Bolsonaro, “no mais tardar, no dia 15 de outubro”, quando o motorista e a filha dele foram demitidos. “Por que teve acesso ao relatório e a sociedade não?”

Ao afirmar que Mourão está pronto para a eventualidade da queda de Bolsonaro, Fernando Haddad, além de cometer um exagero, expôs o dilema atual do PT e da esquerda brasileira: se forçar a barra demais e levar ao impeachment do presidente eleito, ex-capitão Jair Bolsonaro, abre caminho para o vice que, pela patente e pela farda, consolida um regime comandado pela tropa.

É a típica situação do se ficar o bicho come, se correr…

 

2018-12-12T11:28:35+00:00 12 dezembro - 2018 - 11:19|Brasil, Paraná, Política|2 Comentários


2 Comentários

  1. Zangado 12 de dezembro de 2018 em 12:12 - Responder

    O boneco do Luladrão deveria antes cuidar dos processos que tem nas costas. Um indivíduo que serve de boneco a um corrupto e mentiroso contumaz não tem a mais mínima credibilidade. Ficar dando espaço a um medíocre como esse quer dizer o que?

  2. Raphael 13 de dezembro de 2018 em 08:01 - Responder

    Imagino que boa parte dos militares que apoiaram o Bolsonaro devem estar chocados com o modo de conduzir as coisas do presidente eleito, tamanha inaptidão, tamanho o viés ideológico. Bater continência para civis estrangeiros, comprar briga com meio mundo e com países que os próprios militares, durante o regime militar, trabalharam para construir, tal como o oriente médio, também com a China em que temos uma balança comercial bastante favorável…
    Não me surpreenderia que o povo já estivesse planejando tirar o Bolsonaro.

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