A guerra sobre os trilhos (II)

A guerra sobre os trilhos (II)A Rumo não quer saber da nova ferrovia projeta pelo governo do Paraná. Serão mil quilômetros nascidos em Dourados so custo estimado de R$ 20 bilhões e que chegarão em Paranáguá, utilizando os apenas 270 quilômetros já existentes entre Guarapuava e Cascavel Rumo. De Guarapuava até o Porto seria praticamente paralela à ferrovia Central do Paraná, já explorada pela concessionária Rumo, que começa no Norte/Noroeste do estado e também chega a Paranaguá.

A Rumo vê nisso uma concorrência desleal e aponta outros defeitos:

“Desde a fusão com a ALL, concluída em abril de 2015, a Rumo vem realizando um trabalho de revitalização e expansão logística de grande impacto em suas malhas. Já foram investidos R$ 2 bilhões somente na Malha Sul, com a aquisição de material rodante (46 novas locomotivas, 378 novos vagões) e melhorias significativas na via permanente. Esses investimentos permitiram um crescimento de 60% no volume de grãos transportado até o Porto de Paranaguá nos três primeiros trimestres de 2017 em comparação com o mesmo período de 2016. Entre 2015 e 2016, houve uma redução de 35% no número de acidentes na Malha Sul. Portanto, a operação ferroviária da Rumo na região sul do País não se encontra defasada. Existe, sim, uma restrição de capacidade no trecho Guarapuava-Ponta Grossa. O projeto de recapacitação desse trecho prevê a injeção de R$ 1,7 bilhão por parte da Rumo. É importante ressaltar, contudo, que responsabilidade do transporte entre Cascavel e Guarapuava é da Ferroeste, que mantém uma frota de locomotivas e vagões obsoleta, inviabilizando o atendimento da demanda da região. Além disso, o projeto da construção de uma ferrovia ao lado de uma já existente se mostra inviável. Levá-lo adiante demandaria grandes investimentos e um longo tempo de construção, além de entraves para obtenção de licenciamento ambiental. A Rumo já tem um plano robusto de expansão de sua malha, que permitirá atender toda a demanda do Paraná com prazo e custos menores. A Companhia segue investindo na operação ferroviária, criando novos empregos, gerando desenvolvimento, garantindo o escoamento da safra agrícola e colaborando de forma positiva para a balança comercial nacional.”

 

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