Guarapuava se constrange com Caso Carli

(por Ruth Bolognese) – Com 180 mil habitantes, situada exatamente no meio do Paraná, entre Foz do Iguaçu e Curitiba, Guarapuava se constrange, veladamente, com a repercussão nacional do caso Carli. A capa da revista “Época” dessa semana, que trouxe uma radiografia do caso, foi um baque a mais para uma cidade que preferia publicidade sobre a produção agropecuária ou a qualidade de vida que desfruta.

Esses nove anos de espera pelo julgamento consolidaram a divisão da população: os aliados da família Carli defendem a tese que Carli já pagou, em parte, pelo acidente que matou os dois jovens curitibanos. A renúncia ao mandato de deputado estadual, o rosto desfigurado e a vida reclusa seriam parte da punição.

Os opositores da família continuam criticando os recursos empreendidos para adiar o julgamento, a decisão de não prestar solidariedade à família de Christiane Yared, mãe de uma das vítimas do Passat veloz (163 km/h) do então deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, e até a eleição do irmão mais novo, Bernardo, com o deputado estadual. Some-se ainda o abandono e a falta de solidariedade a que foi relegada a família do outro garoto morto no acidente, Carlos Murilo de Almeida.

Hoje, Guarapuava está com os olhos voltados para Curitiba. A cidade também espera o desfecho do caso há muito tempo.

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