A holding Triunfo entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24). O pedido inclui a construtora Triunfo – líder do consórcio Econorte, que explora o pedágio na BR-369 – e outras duas companhias do conglomerado, a Inepar e a TIISA.
A companhia cita o alto endividamento e a crise econômica e a Lava Jato como fatores preponderantes para a decisão. Presidente do grupo, o empresário paranaense Luiz Fernando Wolff de Carvalho foi preso numa das operações do Ministério Público Federal, no ano passado.
A dívida atual do grupo construções é de 480 milhões de reais, informa documento encaminhado à Justiça requerendo a recuperação judicial. Segundo seus advogados, “os ativos chegam a 500 milhões de reais” e o pedido decorre da retração do mercado de construção civil e da restrição de crédito por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O plano de recuperação judicial ainda não foi homologado pela Justiça, segundo Villar Garcia. Depois do aval, a holding tem 60 dias para apresentar o plano. “É um plano bastante viável”, acrescenta.
A holding de construções Triunfo foi criada em 2006, e passou a controlar a tradicional construtora paranaense Triunfo, criada em 1978 e uma das maiores empreiteiras e concessionárias do país. A Inepar, criada em 2010, fabrica painéis e estruturas feitas com fibras de vidro e resinas. A terceira empresa do grupo é a TIISA, criada em 2009, focada em obras de ferrovias e saneamento.
Em seu pedido de recuperação judicial, a companhia destaca que o PIB da construção encolheu 28% no Brasil entre 2014 e 2018, num quadro agravado pela “instabilidade política” e pelos “efeitos da operação Lava-Jato”. O pedido afirma ainda que, “embora possuam um bom volume de contratos”, estes “se encontram hoje com um faturamento inexpressivo pela incapacidade momentânea de investimento dos contratantes”.
Neste contexto, o faturamento da construtora Triunfo caiu de 996 milhões de reais em 2014 para 300 milhões em 2018. O lucro caiu de 84 milhões para 1 milhão de reais no mesmo período. O número de funcionários caiu de 4.200 para 600 nos últimos quatro anos.
O grupo está com dificuldades até para pagar funcionários. No último fim de semana, máquinas e equipamentos que estavam num canteiro de obras em Sinop (Mato Grosso) foram supostamente incendiados por ex-empregados em protesto contra o atraso de salários, segundo indicaram investigações preliminares das autoridades policiais locais, mas não conclusivas. A Polícia Civil prossegue as investigações.

…. e continuam em marcha cobrando as tarifas de pedagios mais caras do Brasil, em rodovias de pistas simples onde o usuario corre serio risco de acidente. E o pior de tudo, com amparo legal. E por falar em amparo legal, como andam as investigaçoes da lava a jato com relaçao a esta empresa?
Gostaria de saber se vocês tem como provar que foram os ex funcionários que atearam fogo nos maquinários? Essa denúncia precisa de provar, cabe um belo processo contra o anunciante da notícia. Se realmente foram os funcionários, posta também o B.O da polícia que fez a perícia comprovando o ato por favor.
Sacanearam o povo a vida inteira e agora culpam quem defende a honestidade. Eles que expliquem a Estrada Boiadeira. Vadios.
Quando a recuperação judicial poderemos esperar que voltou a época de FHC que era recordista em Falências e Concordatas
Ser empresário nas tetas do Estado é fácil, agora, como dizia no tempo de criança, ” é mano a mano”, vá enfrentar o mercado como qualquer mortal.
Os novos empresários devem saber que podem roubar mas acabarão na miséria, o exemplo é importantíssimo. Os administradores dessas empresas deveriam ser proibidos de participar como sócio, diretor ou procurador de qualquer empresa ou grupo que tenha qualquer contrato com o poder público. Deveriam ser maculados, de tal forma que vendo o exemplo, os mais novos jamais sequer ousem em adotar seus métodos.