Governo federal analisa nomes indicados pelo Centrão

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O governo comunicou a deputados federais que a “análise de currículo” das novas indicações do Centrão a cargos tem um prazo de 15 dias úteis. Isso porque a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) faz uma espécie de pente fino no passado dos indicados antes de eles conseguirem seus espaços. Após esse trâmite de dez dias, o governo federal pode levar mais cinco dias para oficializar os nomes no Diário Oficial da União (DOU), totalizando 15 dias. As informações do jornal  carioca O Globo.

A conta-gotas, porém, as indicações devem começar a sair. Já foi nomeado no Recife (PE) um novo superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos(CBTU), indicado por André Ferreira (PE), líder do PSC na Câmara dos Deputados. Carlos Fernando Ferreira da Silva Filho entrou no lugar de um indicado de Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que estava no posto há poucos meses.

No início desta semana, líderes de partidos do Centrão começaram a manifestar insatisfação com a demora do governo em nomear os indicados para uma série de cargos oferecidos pelo governo federal. Por outro lado, o governo também demonstra incômodo com a pressão de líderes partidários por cargos. Interlocutores do Palácio do Planalto acusam os líderes de “usarem a imprensa” para pressionar o governo a agilizar nomeações em meio à pandemia do novo coronavírus.

As negociações em torno dos cargos mais importantes envolvem quatro partidos: PP, PL, Republicanos e PSD. Eles definiram entre eles quem iria pedir o quê e fizeram as solicitações no início da semana passada. As presidências do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), do Banco do Nordeste e da Codevasf são as mais cobiçadas.

O nome indicado pelo PP ao FNDE, Marcelo Lopes da Ponte, “ainda não foi cadastrado no sistema” para consideração da Abin, segundo a informação que circula no partido. Por isso, o prazo de dez dias úteis para analisar a viabilidade do nome não começou.

Apesar das nomeações não terem sido efetivadas, o governo já sente uma mudança no “diálogo” do Executivo com o Congresso. Aliados do presidente Jair Bolsonaro avaliam que após a aliança com o Centrão as conversas com lideranças estão menos tensionadas.

 

 

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