A Secretaria de Comunicação da Presidência censurou a proposta de uma campanha publicitária para divulgação do pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que conta a história de um homem ferido por tiros e que tem a bala alojada no corpo há 27 anos. Em abril, Bolsonaro já havia cednsurado uma peça de propaganda do Banco do Brasil com foco na diversidade. Segundo a coluna da jornalista Bela Megale, na edição desta segunda-feira (5) do jornal O Globo, a censura se deu porque a história contada contraria bandeiras das bancadas da “bala, Bíblia e boi”. Moro teria ficado chateado com o veto.
Na propaganda, em vídeo, Dirceu Moreira Brandão Filho, 53 anos, que mora em Passos, no sul de Minas Gerais, contaria sua história, ocorrida em 1991, quando foi baleado pelo fazendeiro Omar Coelho Vitor em um feira agropecuária da cidade.
O fazendeiro teria dado cinco tiros – dois deles acertaram a boca e a nuca – no rapaz, alegando que ele teria “cantado” a sua esposa. Dirceu ficou cinco dias em coma e tem uma bala alojado no corpo até hoje.
O caso foi o pivô da primeira decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o cumprimento de pena após uma condenação em segundo instância, em 2009. Na ocasião, a corte decidiu que o fazendeiro deveria ficar em liberdade até o processo transitar em julgado. O objetivo Ministério da Justiça era usar o caso de Brandão Filho para defender um dos principais pontos do pacote anticrime do ministro, sobre o cumprimento de prisão em segunda instância.

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