“Fui Pro Zap Que Pariu!”, guia bem-humorado de sobrevivência na era digital, será lançado dia 1°

Você já levou o celular para o banheiro hoje só para checar se chegou alguma nova notificação no WhatsApp? Se a resposta for sim, não precisa se envergonhar. Esse comportamento impulsivo, que afeta diretamente o sistema de recompensa do cérebro e libera ondas de dopamina a cada som de “plim”, é a grande provocação do livro “Fui Pro Zap Que Pariu! — De A à Z, evite sofrer em meio às relações perigosas do WhatsApp”, de autoria do jornalista Carlos Alencar, que atua na Comunicação da Secretaria de Cidades do Governo do Paraná. Publicada pela Editora Letras do Brasil, a obra ganhará um evento oficial de lançamento no dia 1° de setembro, no São Cristóvão Bar e Restaurante, na Vila Madalena, em São Paulo, das 18h às 22h.

Como um autêntico “dependente químico digital” em recuperação, o autor compartilha seu próprio testemunho após passar a última década sendo “escravizado” pelo aplicativo. O estopim de sua dependência ocorreu em 2014, quando coordenou o departamento de comunicação da Sabesp em meio à maior crise hídrica da história de São Paulo. Encurralado por interações diuturnas com a imprensa, o governo e a Secom do Palácio dos Bandeirantes, Alencar percebeu como a ferramenta se transformou em um agente tóxico e um vetor implacável de senso de urgência.

Uma Terapia de Grupo de A a Z

Estruturado no formato de um abecedário temático, o livro funciona como um “divã coletivo” que disseca as vantagens e as graves armadilhas do aplicativo no cotidiano. “Se não tivesse imposto a ditadura de destinar apenas cinco páginas de conteúdo para cada letra do abecedário correspondente às diferentes funcionalidades do aplicativo, o livro teria mais páginas do que tem”, revela Alencar. A obra analisa desde brigas de casal (DRs por texto) até limites de etiqueta profissional no trabalho.

Destaques do Abecedário de Sobrevivência:

  • C de Chefes & F de Funcionários: O cuidado com o que é digitado ou gravado no ambiente corporativo. Mensagens ríspidas, cobranças abusivas fora do expediente ou discussões por texto podem facilmente se configurar como assédio moral perante a Justiça do Trabalho, servindo como provas irrefutáveis por meio de prints eternos.
  • G de Grupos: A difícil arte de sobreviver ao “playground virtual” e lidar com a heterogeneidade e os diferentes níveis de tolerância dos integrantes (incluindo o famoso “tio do pavê” e a polarização política). A dica de ouro do autor é a espreita: espiar e só se manifestar em último caso.
  • L de Ligações: Como fazer chamadas por voz ou vídeo no aplicativo tornou-se um ato invasivo na etiqueta contemporânea. O autor reflete sobre a conveniência dos áudios por demanda e o ruído gerado ao recusar uma ligação sem dar explicações rápidas.
  • P de Privacidade: O direito de desativar os tiques azuis de leitura e ocultar o status online como ferramentas legítimas de sobrevivência mental contra o imediatismo sufocante das conversas.
  • Z de Zap: Uma reflexão honesta sobre o vício digital e a necessidade biológica de validação social que as notificações geram em nosso cérebro, transformando-nos em reféns do imediatismo.

“Que a gente se dê conta que a necessidade de trocar mensagens pelo Zap não implique em deixar que o imediatismo da vida nos prive de nós mesmos. Não seja refém do seu celular!”
— Carlos Alencar

Sobre o Autor

Carlos Alencar possui mais de 42 anos de experiência na área de comunicação. Foi reporter, editor e director de redação e construiu uma carreira sólida na gestão de crises de grandes concessionárias e autarquias públicas de São Paulo, coordenando assessorias de imprensa e departamentos de comunicação corporativa. Escreveu também cinco biografias: “Maguila, a Saga de um Cabra Macho Campeão”, “Juca Kfouri, o Militante da Notícia”, “Diário de Bordo entre Céu e Mar”, “Salute” e “Madonna Haddad, a Menina que Sobreviveu a Guerra do Líbano”

 

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