Forças Armadas acusam Aziz de agir de forma leviana; senador reage

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O Ministério da Defesa e as três Forças Armadas divulgaram na noite dessa quarta-feira (7) uma nota oficial na qual acusam o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), de agir de “forma vil e leviana” contra a atuação militar. Aziz deu voz de prisão a Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde acusado de falso testemunho durante o depoimento que prestou ao colegiado. Dias, suspeito de pedir propina na compra de vacinas contra o coronavírus, é ex-sargento da Aeronáutica.

De acordo com a pasta, ao dizer que as Forças Armadas deviam estar “muito envergonhadas” de ter seus membros envolvidos em esquemas de corrupção, Aziz desrespeita a corporação e generaliza esquemas de corrupção.

“A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições pertencentes ao povo brasileiro e que gozam de elevada credibilidade junto à nossa sociedade conquistada ao longo dos séculos”, escreveram no comunicado o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e os chefes do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, da Marinha, Almir Garnier Santos, e da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior.

Ao final, a nota insinua que “as Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”. A mensagem foi prontamente republicada na íntegra por membros do primeiro escalão do governo, como o próprio presidente bJair Bolsonaro, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni.

Durante sessão plenária para a aprovação de nomes de agência reguladoras, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG),  disse esperar que a comissão cumpra “um caminho virtuoso”, de soluções e apurações. O senador defendeu que a pacificação do Brasil passa por relações respeitosas entre os senadores.

“Em relação a esse ponto em específico[…] quero aqui em nome do Senado Federal render meu mais profundo respeito às Forças Armadas – ao Exército, Marinha e Aeronáutica, cuja previsão constitucional haverá de ser sempre observada por todos nós, e tenho a absoluta convicção que todas as senadores e todos os senadores, incluindo o Omar Aziz, pensam das Forças Armadas”, contemporizou Pacheco. “Gostaria de deixar esse registro de respeito às Forças Armadas do Brasil, para que não paire a mais mínima dúvida sobre qual o sentimento do Senado da República em relação às nossas Forças Armadas.”

Minutos depois Omar Aziz respondeu. Em um pronunciamento presencial, no Plenário da Casa, Aziz disse que a fala proferida foi pontual e não houve generalização. Ele também chamou de desproporcional a nota. “Podem fazer cinquenta notas contra mim. Só não me intimidem, porque quando estão me intimidando, senhor presidente, e vossa excelência não falou isso, estão intimidando esta Casa aqui”, disse. (Do Congresso em Foco).

 

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