Força-tarefa reafirma que processo do triplex foi baseado em provas

Mensagens trocada entre procuradores da força-tarefa divulgadas pelo Intercept neste fim de semana, indicariam que a Lava Jato mantinha desconfiança com relação ao ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro – o homem que disse em depoimento ao então juiz Sergio Moro que a reforma do triplex do Guarujá fazia parte do esquema de pagamento de propina para Lula e que levou à condenação do ex-presidente.

Os procuradores não confirmam a autenticidade dos diálogos reproduzidos pelo Intercept, mas contestam a interpretação dada pelo site de Glenn Greenwald. Em nota oficial publicada neste domingo (30) na página da Ministério Público Federal (MPF), a força-tarefa diz:

Força-tarefa reafirma que processo do triplex foi baseado em amplo conjunto de provas

O contexto e a veracidade do material publicado sobre a delação do ex-presidente da OAS não puderam ser constatados. A publicação, que tem por base material de origem criminosa e não confiável, contrasta com o fato de que testemunho de Léo Pinheiro foi prestado sem a existência de acordo de colaboração premiada, sem qualquer promessa de benefício, por decisão dele e de seu advogado.

O depoimento dele foi apenas um dos elementos de prova que embasaram a condenação de um ex-presidente da República, analisada e validada por diferentes instâncias do Poder Judiciário, que sempre tomou com ressalvas a palavra de corréu que pretende colaborar. A condenação foi fundamentada em farto material probatório que incluiu documentos, perícias, diversos testemunhos e outros materiais. O teor da publicação também não é coerente com o fato de que o testemunho de Léo Pinheiro sequer existia quando foi feita a acusação. Por todos esses motivos, é inadequada a insinuação de que o ex-presidente teria sido condenado em razão desse depoimento.

Em todos os acordos, os procuradores reforçam para os advogados que buscam a verdade e jamais versões. O MPF zela para que não haja ocultação ou distorção de fatos por parte do colaborador, seja para beneficiar ou prejudicar quem quer que seja, submetendo as informações e provas fornecidas a exame crítico. A negociação de acordos de colaboração é realizada sob sigilo legal e profissional. No caso de integrantes da OAS, as negociações foram conduzidas por muitos procuradores que atuavam na Procuradoria-Geral da República e na força-tarefa da Lava Jato, que sempre pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade.

O trabalho da força-tarefa foi analisado e validado por diferentes instâncias do Judiciário. A análise de fatos e provas, a seu tempo, em fundamentação robusta e detalhada pelas diferentes instâncias, evidenciam a solidez do trabalho.

Em todos os acordos, os procuradores reforçam para os advogados que buscam a verdade e jamais versões. O MPF zela para que não haja ocultação ou distorção de fatos por parte do colaborador, seja para beneficiar ou prejudicar quem quer que seja, submetendo as informações e provas fornecidas a exame crítico. A negociação de acordos de colaboração é realizada sob sigilo legal e profissional. No caso de integrantes da OAS, as negociações foram conduzidas por muitos procuradores que atuavam na Procuradoria-Geral da República e na força-tarefa da Lava Jato, que sempre pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade.

O trabalho da força-tarefa foi analisado e validado por diferentes instâncias do Judiciário. A análise de fatos e provas, a seu tempo, em fundamentação robusta e detalhada pelas diferentes instâncias, evidenciam a solidez do trabalho.

5 COMENTÁRIOS

  1. Provas abundantes, consistentes, irrefutáveis. Testemunho do agente corruptor (OAS), fotos, mensagens, etc. Lula estã onde deveria estar, na cadeia cumprindo pena pelo mal que causou ao país e ao seu povo….

    • Nenhuma gravação, nada material. Se tivessem encontrado uma transferência de valores, algum documento assinado… Provavelmente o Lula não vai ser solto, mas a grande massa pode começar a acreditar na inocência… Daí nas próximas eleições vão ter que dar duas facadas e três tiros no Dória para ele ter alguma chance.

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