Flávio Bolsonaro e as explicações chinfrins

O filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio, agora senador eleito pelo Rio de Janeiro, continua insistindo na tese de que só mesmo o motorista Maurício Queiroz pode explicar porque ficava com parte (ou às vezes na quase totalidade) dos salários recebidos pelos assessores de gabinete do parlamentar. Significa que durante anos em que os servidores foram achacados, nenhum reclamação chegou até Flávio? Ele não sabia de nada? Os funcionários vítimas continuavam trabalhando normalmente, pagando uma taxa de escravidão como Cuba fazia com seus médicos?

Flávio Bolsonaro declarou mais uma vez que não tem nada a ver com a fraude de Fabrício Queiroz, que empregou cinco pessoas em seu gabinete e embolsou seus salários:

“Quem tem que dar explicação é o ex-assessor, não sou eu”.

É tudo muito estranho. Queiroz continua desaparecido. Já foi convocado pelo Ministério Púlblico e promete prestar esclarecimentos ao Ministério Público nesta quarta-feira (19). Uma das explicações que já deu é que vendia aos colegas bugigangas que trazia de Foz do Iguaçu – coisa igualmente estranha, porque durante meses seus colegas destinavam milhares de reais comprando bugigangas todos os meses. Seriam mesmo consumidores bem descontrolados.

Mais uma sintomática curiosidade: O caso Queiroz já vai fazer duas semanas e até agora Carlos e Eduardo Bolsonaro não deram uma tuitadazinha sequer para defender o irmão Flávio.

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