A gerência jurídica da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) entrou com mandado de segurança para sustar decisão da juíza da 10.ª Vara do Trabalho de Curitiba que determinou a realização de assembleia extraordinária no dia 26 para discutir a validade de quatro votos impugnados pela chapa de oposição que disputou a eleição da nova diretoria da entidade em 14 de agosto passado.

A oposição, liderada pelo empresário José Eugenio Gizzi, perdeu o pleito por uma diferença de dois votos em relação à chapa situacionista encabeçada por Carlos Walter Martins Pedro. O resultado foi de 49 a 47 votos, mas quatro deles, no entendimento da oposição, teriam apresentado sinais que permitiriam a identificação dos respectivos eleitores, caracterizando possível fraude.

A assembleia extraordinária convocada para examinar a questão foi, no entanto, cancelada pelo presidente Edson Campagnolo em razão de análises periciais requeridas pelas duas partes e que concluíram pela inexistência de indícios de fraude. Inconformada, a oposição conseguiu da 10.ª Vara do Trabalho decisão que obrigou a Fiep a re-convocar a assembleia, marcada para o dia 26.

Nesta sexta-feira (20), no entanto, a gerência jurídica que a Fiep instituiu para acompanhar os procedimentos eleitorais entrou com mandado de segurança perante o Tribunal da Justiça do Trabalho da 9.ª Região para contestar a decisão da 10.ª Vara. Argumenta que a chapa de oposição está pretendendo criar um segundo turno – mecanismo não previsto nos regulamentos.

Além disso, reclama da impropriedade da nova assembleia:

Se a única tese do recurso é a identificação dos votos. Se a única prova é a perícia. Se a perícia determina que não há identificação dos votos… Poderia a AGE decidir que mesmo diante da não identificação dos votos, eles seriam anulados? Não poderia. Pois isso equivaleria a anular uma eleição válida. 

O mandado de segurança ainda não foi julgado. Veja a íntegra da petição protocolado no Tribunal de Justiça do Trabalho: