A fabricante de brinquedos Estrela protocolou pedido de recuperação judicial na quarta-feira (20) na Comarca de Três Pontas (MG). O processo envolve a Manufatura de Brinquedos Estrela e mais sete empresas do grupo.
A companhia cita aumento do custo de capital, restrição de crédito e a concorrência de alternativas digitais como fatores que pressionaram suas finanças ao longo dos últimos anos.
A recuperação judicial é o mecanismo legal que permite a uma empresa negociar suas dívidas com credores sem precisar fechar as portas. Durante o processo, a administração atual permanece no controle do negócio. Isso, segundo a própria Estrela, significa que as operações industriais, comerciais e administrativas seguem normalmente, assim como o atendimento a clientes e fornecedores.
O plano de reestruturação ainda será elaborado e precisará passar pela aprovação dos credores. A empresa disse que vai informar o mercado sobre eventuais novidades do processo.
Acordo para quitar débitos
Em dezembro, a Estrela firmou acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para quitar R$ 747,8 milhões em débitos tributários.
O termo de transação individual, que incluiu também sociedades controladas do grupo, foi oficializado com base na Lei da Transação Tributária, mecanismo que permite renegociações de dívidas com a União.
Pelo acerto, a empresa obteve reduções de 65% em juros, multas e encargos, além da possibilidade de usar créditos de prejuízo fiscal, base negativa de CSLL e depósitos judiciais para abater parte relevante do passivo.
Após as deduções, o valor remanescente caiu para R$ 72,4 milhões, que será parcelado em até dez anos — 60 meses para dívidas previdenciárias e 120 meses para as demais. (Times Brasil)
