Explicação de Mesquita sobre aluguel de casa levanta novas dúvidas

As explicações que o ex-secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita, deu para justificar o  aluguel de uma casa num luxuoso condomínio em Curitiba, ao custo de R$ 5 mil mensais para os cofres públicos, não convenceram servidores de um órgão de fiscalização que puseram lupa sobre cada vírgula da carta de esclarecimento que Mesquita encaminhou ao Contraponto.

Explicação de Mesquita sobre aluguel de casa levanta novas dúvidasA carta do ex-secretário levou responsáveis pelo exame de atos públicos – que já levantaram a documentação que oficializou a locação do imóvel a partir de 2015 – a também enviar ao Contraponto questionamentos pontuais em levantam novas dúvidas acerca do mistério que protegeu o aluguel da casa. Eis alguns destes questionamentos:

 

  • Estranho é que quase a totalidade dos atos financeiros e orçamentários da SESP eram assinados pelo Diretor-Geral, Delegado PC Dr Francisco, e justamente esse foi movimentado pessoalmente pelo estão Secretário.
  • Quanto ao imóvel, que se admita ter sido usado exclusivamente para análise de inteligência policial, mas nesse caso estamos no mínimo diante de um absurdo desperdício de recurso público. O Estado, e por óbvio a própria SESP, conta com centenas de imóveis disponíveis, sendo muitas salas na própria Secretaria, todas indubitavelmente seguras, equipadas e apropriadas a simples operações de análise criminal, pesquisa e inteligência.
  • Mesmo que o então secretário não estivesse satisfeito com as instalações à sua disposição, e tivesse que locar outro imóvel – o que com certeza é contestável-, por que uma casa nesse padrão? Se era tão perigoso, por que expor os outros moradores a tamanho risco?
  • Há milhares de salas comerciais ou residenciais em inúmeros edifícios com portaria, segurança, privacidade e, por que não dizer, muito mais discrição que uma casa luxuosa em condomínio fechado. E por uma fração do quanto era gasto para essa locação.
  • Em trezentos metros quadrados poderiam trabalhar tranquila e confortavelmente 50 servidores. Mas por que só meia dúzia faziam uso da tal “mansão”? Eram necessárias suítes, lareira, hidromassagem e outros tantos confortos?
  • Os outros milhares de trabalhadores da segurança pública não necessitam de acomodações dignas e com segurança?
  • Quais seriam os resultados operacionais de todo esse investimento, que todos nós não podemos conhecer?
  • Que se indiquem então todos os servidores que lá estiveram e quais suas atividades e suas produções ao povo do Paraná. Que se justifique porque aquele imóvel e por esse preço. Que se deixe transparente sua justificativa e seus benefícios.
  • Então todos nós diremos “obrigado, Delegado Mesquita!”.

6 COMENTÁRIOS

  1. Com o perdão do trocadilho: ACHO QUE A CASA DO MESQUITA CAIU. A administração dele foi mesmo a casa da Mãe Joana. A PC até hj sente os efeitos deletérios de sua passagem por aqui. Carceragens lotadas, desunião, falta de recursos…na coirmã PM a mesma coisa: coletes vencidos, falta de recursos… mas ele foi feliz na Casa dos Prazeres….

  2. Muito estranho, muito estranho … parece que a especialidade do secretário não era segurança pública, mas, então, “segurança” de quem ou de que ? É uma pergunta.

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