O projeto Escola Sem Partido foi retirado da pauta por dez sessões nesta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa do Paraná, depois de uma longa e tumultuada sessão. O adiamento foi proposto pelo deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), contrário à proposta. Manifestantes mobilizados pela APP-Sindicato que ocuparam as galerias do plenário da Casa para pressionar os deputados a rejeitarem ao projeto comemoraram o adiamento. A aprovação da proposta de Romanelli foi apertada: 26 votos a 22.
O Escola sem Partido pretende impor limites aos professores de escolas públicas e privadas, para evitar aquilo que as bancadas conservadoras e religiosas entendem como “doutrinação” dos alunos. Segundo os autores da proposta, professores esquerdistas estariam se aproveitando da ascendência sobre os alunos para fazer com que eles absorvam teorias de esquerda.
O projeto Escola sem Partido quer impor a colocação de cartazes nas escolas afirmando que os professores não podem ultrapassar certos limites. Segundo os profissionais da educação, a real intenção da proposta é limitar a liberdade de cátedra e proibir que os professores possam ensinar os alunos sobre temas que os conservadores consideram polêmicos.
