Empresas de ônibus reagem: “não provocamos greves”

As empresas do transporte coletivo de Curitiba desmentem e repudiam a acusação do Ministério Público do Trabalho (MPT) de que o sindicato que as representa (o Setransp) articula com o sindicato dos motoristas e cobradores (o Sindimoc) greves falsas para conseguir aumento das tarifas. O Setransp enviou ao Contraponto a seguinte nota oficial:

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) repudia com veemência a acusação infundada da ação do Ministério Público do Trabalho (MPT), de que articula greves com falsas alegações de problemas financeiros para pressionar pela alta da tarifa e pelo aumento dos repasses às operadoras.

  1. Em primeiro lugar, para que não pairem dúvidas sobre os problemas financeiros das empresas, o Setransp requisitou recentemente estudo da EY (Ernst & Young). A renomada consultoria apontou que o saldo devedor dos investimentos das operadoras, que deveria estar em R$ 545 milhões no período entre novembro de 2010 a janeiro de 2017, foi acrescido de R$ 755 milhões, chegando a R$ 1,3 bilhão.

  2. Também já foi demonstrado, em diversas oportunidades, que desde o início do contrato até 2016, o número de passageiros projetados pela Urbanização de Curitiba (Urbs) nunca se realizou, embora, no decorrer de todos esses anos, o Setransp tenha pedido oficialmente, em várias ocasiões, a correção dessa previsão. No ano passado, por exemplo, a estimativa do órgão gestor era de 17,6 milhões de passageiros por mês, em média. A realidade, porém, foi outra: 16,5 milhões. O prejuízo às empresas só com a previsão equivocada em 2016 girou em torno de R$ 50 milhões.

  3. Diante disso, não cabe mais dúvida sobre se as empresas estão ou não em dificuldade financeira. É claro que estão. E se o objetivo é sair dessa situação, nada mais equivocado do que promover uma greve, pois as empresas perdem, por dia parado, cerca de R$ 2 milhões.

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