O governo Jair Bolsonaro tornou sem efeito na noite desta quinta-feira, 17, em edição extra do Diário Oficial da União, a nomeação de Murilo Resende, que assumiria a coordenação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Não foi esclarecido o motivo da anulação. As informações são do Estadão.

A nomeação de Resende, defensor do Escola sem Partido e admirador do filósofo Olavo de Carvalho, criou polêmica entre educadores. Murilo Resende, de 36 anos, é doutor em Economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e teve o nome indicado por integrantes do movimento Escola Sem Partido.

Em uma audiência pública no Ministério Público Federal, em 2016, sobre “Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino” ele afirmou que professores brasileiros são desqualificados e manipuladores, que tentam roubar o poder da família praticando a “ideologia de gênero”.

No dia em que foi indicado para assumir, teve o nome questionado por educadores e fundações educacionais que, além de manifestarem preocupação com as posições educacionais do indicado, também apontaram a falta de experiência em educação.

Bolsonaro defendeu a indicação pelo Twitter. “É doutor em Economia pela FGV” e “seus estudos deixam claro a priorização do ensino ignorando a atual promoção da ‘lacração’, ou seja, enfoque na medição da formação acadêmica e não somente o quanto ele foi doutrinado em salas de aula”.