Do general Santos Cruz: “governo se perde com bobagens”

Do general Santos Cruz: "governo se perde com bobagens"Ocupante até dias atrás de um mais importantes gabinetes do Palácio do Planalto, próximo ao presidente Jair Bolsonaro, o general Santos Cruz foi demitido há poucos dias. Na saída, em carta protocolar, agradeceu por ter tido a honra de chefiar a Secretaria de Governo da Presidência por pouco mais de quatro meses – período em que foi continuamente atingido por petardos do filósofo-astrólogo Olavo de Carvalho e sabotado pelo 02, Carlos Bolsonaro.

O aparente conformismo de Santos Cruz durou pouco: uma entrevista que deu à revista Época, ele expôs suas opiniões a respeito do governo Bolsonaro. Ler o resumo publicado pelo site da revista já suficiente para entender:

Uma semana após sua demissão da Secretaria de Governo da Presidência da República, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz criticou o governo de Jair Bolsonaro por perder tempo com “bobagens” quando deveria priorizar questões relevantes para o país.

“Tem de aproveitar essa oportunidade para tirar a fumaça da frente para o público enxergar as coisas boas, e não uma fofocagem desgraçada. Se você fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante. É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante. Tem muita besteira. Tem muita coisa importante que acaba não aparecendo porque todo dia tem uma bobagem ou outra para distrair a população, tirando a atenção das coisas importantes. Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco. Todo mundo tem de tomar consciência de que é preciso parar com bobagem”, disse Santos Cruz.

Antes de sua saída, Santos Cruz foi criticado de forma contundente por Olavo de Carvalho e Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Sem mencionar nomes, ele comentou os ataques recebidos nas redes sociais.

“Não é porque você tem liberdade e mecanismos de expressão, Twitter, Facebook, que você pode dizer o que bem entende, criando situações que atrapalham o governo ou ofendem a pessoa. Você discordar de métodos de trabalho é normal, até publicamente. Discordâncias são normais, de modo de pensar, modo de administrar, modo de fazer política, de fazer coordenação. Mas, atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias” afirmou o general.

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