Jair Bolsonaro fez um discurso rápido, de apenas 11 minutos no Congresso. Falou da “construção de uma Nação mais justa”, disse que seu governo “terá a marca do livre mercado e da eficiência”, criticou os escândalos de corrupção e convocou a Casa para ajudá-lo na tarefa de aprovar as reformas e outras medidas para promover o crescimento do País. Mas, à exceção de uma brevíssima menção à conquista de vagas por meritocracia, Bolsonaro não tocou na questão da geração de empregos.
Com cerca de 12 milhões de desempregados, existe a expectativa por sinalizações mais explícitas do novo presidente para atacar o problema. Por enquanto, se parte do pressuposto que ele pretende recuperar as vagas desaparecidas durante o governo de Dilma Rousseff apenas com a eventual retomada do crescimento da economia. / (Marcelo de Moraes, BR18)
O presidente Jair Bolsonaro fez uma série de acenos à sua base eleitoral em seu primeiro discurso.
Listou a ideologia entre problemas a serem superados, como a corrupção, a criminalidade e a irresponsabilidade econômica.
“O Brasil será livre das livre das amarras ideológicas”, disse.
Prometeu respeitar todas as religiões, mas respeitar as “tradições judaico-cristãs”.
Bolsonaro falou ainda em “valorizar a família” e “combater a ideologia de gênero”.
Ao tratar de educação, falou em “preparar os filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política”.
“O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2015”, disse Bolsonaro ao defender a posse de armas.
O presidente afirmou ainda que não seguirá viés ideológico nas relações exteriores. (FSP)
