Deputados federais ameaçam não votar propostas de interesse do Palácio do Planalto até o fim do ano no plenário da Câmara dos Deputados caso o governo não libere as emendas parlamentares que, segundo eles, foram prometidas para que apoiassem a proposta da reforma da Previdência, cuja votação foi concluída em agosto na Câmara. O tema é um dos destaques do portal Congresso em Foco.

Pressionado, o presidente Jair Bolsonaro se comprometeu nessa quarta-feira(20)  com um grupo de deputados a conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para acelerar a liberação dos recursos orçamentários para as bases eleitorais dos congressistas.

As mediações têm sido feitas pelo ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos. “O ministro tem tido boa vontade e está tentando ajudar. Mas é um governo em que não se sabe quem manda. Os ministros não conseguem tocar as negociações”, reclama o deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força, um dos participantes do encontro com o presidente e o próprio ministro.

Paulinho disse o que outros parlamentares reclamam nos bastidores,. “O governo prometeu emendas para aprovar a reforma da Previdência, mas não cumpriu o acordo. As emendas não foram pagas. Por isso, o pessoal não está com muita vontade de votar aqui”, disse o deputado ao site.

A primeira “vítima” dessa rebelião deve ser a medida provisória (MP 890/2019) que cria o programa Médicos pelo Brasil,   sucessor do Mais Médicos. Há um mês na pauta, a MP perderá a validade se não for votada por deputados e senadores até a quinta-feira da próxima semana. “Vence dia 28? Esquece, vai caducar”, avisa Paulinho.

Segundo Paulinho, dos 370 deputados que votaram a favor da reforma da Previdência, 304 não tiveram um centavo sequer liberado até o momento. (Do Congresso em Foco).