Deputado paranaense quer proibir privatizações até 12 meses após a fim da pandemia

COMPARTILHE:
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on twitter
Share on whatsapp

O deputado federal Enio Verri (PT-PR), líder do partido na Câmara dos Deputados, protocolou na Casa projeto de lei que proíbe a venda de empresas públicas até 12 meses após a pandemia.

Nós entendemos que a presença do Estado na economia e na sociedade é determinante para reduzir desigualdades regionais e sociais”, afirmou Verri. “Se em épocas normais você desestatizar já gera prejuízo, no sentido da qualidade dos serviços a serem entregues para a população, durante a pandemia você aprofunda a queda na qualidade dos serviços e entrega a riqueza que é resultado de uma poupança de toda a população a um preço vil. Se você tem uma crise, o preço das empresas vai cair, o preço será muito baixo”, argumenta o parlamentar.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto,  o projeto vem em boa hora. “Mesmo diante da pandemia, [o governo] continua falando em privatizações. Mesmo que as empresas públicas e os serviços públicos como o SUS [Sistema Único de Saúde], a Caixa e os Correios mostrem que são fundamentais. Precisa-se do Estado. O Estado é fundamental em um país tão desigual como o nosso”, defende.

Parlamentares reconhecem as dificuldades para aprovar o projeto de Verri, mas veem na proposta o mérito de manter o tema em discussão, contribuindo assim para frear arroubos privatistas que prejudicariam o país neste momento. O líder do DEM na Câmara, Epraim Filho, da Paraíba, é contra a proposta do petista. Para ele, não é viável proibir as privatizações por um tempo determinado. O deputado acredita que “deve ficar a critério do Congresso avaliar caso a caso”. Porém, segundo Efraim, se o apoio ao projeto de Enio Verri não é tão grande, tampouco a privatização é hoje objeto de atenção prioritária do Congresso. Ele afirma que a prioridade nos próximos meses será aprovar a reforma tributária. (Congresso em Foco).

 

Deixe uma resposta