(por Ruth Bolognese) – Uma professora da rede privada de ensino da capital procurou a delegacia da Mulher em Curitiba para denunciar assédio à filha de 15 anos. Tinha em mãos uma carta deixada pelo possível agressor sob a porta do apartamento e o nome dele, um homem de 55 anos, conhecido (e já denunciado pelo condomínio por ter quebrado as câmeras do elevador) e explicou que a menina fica sozinha em casa durante à tarde e à noite.
Mesmo assim, a delegacia da Mulher alegou que não havia nada de concreto na denúncia e se recusou a registrar o Boletim de Ocorrência e a investigar o caso. A mãe teve que procurar uma delegacia comum da Polícia Civil, no próprio bairro, onde forneceu o nome do autor da carta e onde foi constatado que ele tinha outras denúncias de assédio. O BO enfim pôde ser lavrado.
As delegacias da Mulher registram números elevados de atendimento às vítimas de violência doméstica, assédio, etc etc. Nesta semana, na Operação Cronos cumpriu 100 mandados de prisão em todo o Paraná com esse fim. Mas falham quase sempre. Pra começar, o ambiente – pelo menos da delegacia da Capital – não tem nada de acolhedor, o que seria de se esperar em se tratando da fragilidade das vítimas da violência, não conta com espaço para crianças, é demorado e o atendimento, quase sempre, coloca a mulher como denunciante duvidosa.
E falo por conhecimento de causa: tive uma experiência familiar, onde a mulher em estado de puerpério, com uma criança recém nascida nos braços, foi até a delegacia da Mulher próxima ao Colégio Estadual denunciar que havia sido agredida pelo pai da criança. Levava a criança porque amamentava no peito. A mãe foi colocada numa sala com outras denunciantes e uma funcionária fez uma longa advertência a todas elas dizendo que, se não conseguissem provar a agressão, seriam processadas e teriam que pagar as custas judiciais. Foi insistente em afirmar que a delegacia da Mulher não é local para “pequenas vinganças de namoradinhas rejeitadas”. E sugeriu que quem tivesse um “amigo importante” no Governo ou no sistema judiciário deveria procurá-lo para que o processo andasse mais rápido.
Ora, muitas vezes o crime nem se resume na agressão física, mas é tão violento quanto, ao ofender e maltratar com palavras e ameaças no ambiente doméstico. E o assédio moral é, muitas vezes, difícil de comprovar.
Com um sistema que já exclui a mulher dessa forma, os agressores de qualquer natureza agradecem.

Realmente o atendimento na delegacia da mulher é péssimo! Já começa na chegada. Uma delegacia com portas fechadas, onde temos que tocar o interfone e após o contato brusco com o atendente há necessidade de dizer o motivo pelo qual estamos buscando atendimento pelo próprio interfone, constrangimento que só uma vítima pode entender. Entramos e verifico que a pessoa em atendimento é obrigada a falar o motivo de sua procura em pé, no meio de todos que aguardam atendimento. Ouvimos tudo. A pessoa atendida busca ajuda pois seu pai ameaça sua mãe e ela está com medo, ambos idosos. Nós, da espera, ouvimos todo o relato. Ao sermos chamadas a atendente, da qual infelizmente não tomei conhecimento do nome, nos atende de forma grosseira e desinteressada, minimizando a ameaça de morte que fomos relatar. Manda procurarmos um advogado para resolver a situação. Intimida a pessoa que sofre a violência. Vamos embora com vergonha de ter procurado um lugar como esse. O acolhimento e atendimento é completamente sem noção, realizado por pessoas despreparadas e com má vontade. A população está desamparada.
Já na Casa da Mulher Brasileira, a qual procuramos depois da tentativa frustada com a delegacia da mulher, fomos muito bem atendidas, com toda a orientação necessária. Infelizmente a única forma de fazer o Boletom de Ocorrência é através da delegacia da mulher, onde com toda a certeza nunca mais voltaremos.
Sou funcionária pública e tenho o orgulho de atender a população de maneira respeitosa e com amor à profissão que escolhi.
Reiterando o texto enviado, conheço dna Ruth – ex-Ratinho, e nos conhecemos, sei do que se trata! aquela pessoa foi muito bem atendida, Sabemos do que estou falando!
A matéria sobre a Delegacia da Mulher é tendenciosa e política! basta o Sr redator visitar a DM para compreender o que é trabalhar lá! a demanda da professora somente pode ser chamada de assédio, caso a Lei dê esta configuração! um cara deixar embaixo da porta uma carta ou …. pode ter sido uma perturbação do sossego que deve ser tratada no distrito policial, não na DM, por ser uma violência urbana perpetrada por um estranho, não uma violência doméstica. Incide aí tb o delito de abandono da mãe, uma menina de 15 anos não pode ser deixada em casa sozinha! O segundo relato não é crível e dígno de credibilidade! a DM na sua maioria, é composta de policiais egressos dos quadros da OAB, éticos, e nada conhecemos à cerca de alguém que tenha tratado uma mulher com criança de colo desta forma. Oriente esta mulher, então, a ir até o Ministério Público e formalizar uma reclamação, que será encaminhada à DM, desta forma, a Sra Delegada Chefe identificará a equipe de plantão do dia dos fatos, e procederá com a devida tomada de providência. Ou que, esta mulher procure um delegado da DM, ou protocole sua reclamação junto ao setor de secretaria da DM, ou junto à nobre CODEM – Coordenadoria das Delegacias da Mulher do Estado do PR. Os delegados não toleram desserviço prestado à população. A DM é feita de servidores éticos, comprometidos, trabalha-se exaustivamente naquele local, a DM abriga presos, sendo que o Sr redator não fala né, que homens de tdas as castas sociais são apinhados em uma micro cela…. onde os policiais além de serem babás de presos, qdo abrem a cela correm o risco de morrerem, tendo em vista que os presos não aceitam a superlotação, o Sr faz da exceção, a regra, infelizmente! como policial ética, proba e decente não aceito ser denegrida por essa matéria tendenciosa, tendo em vista trabalhar tanto que não vou no banheiro, nem tomo água! Policiais não estão autorizados a criarem jargões para humilhar mulheres ou julgá-las, procure a delegada chefe antes de julgar, e colocar a equipe toda na boca do sapo, ou ” jogar bosta na Geni”. Fazer assim é fácil!