O ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo), pré-candidato a senador pelo Paraná, divulgou nota à imprensa para contestar as informações sobre um pedido encaminhado pelo PT ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) para impugnar a sua candidatura. Segundo a nota, como “não conseguem derrotar Deltan no voto, então tentam retirá-lo antes do voto”.
Diz o ex-procurador da República na nota que ele “está tão seguro de sua situação jurídica que levou a questão à Justiça Eleitoral em julho e antecipou o seu pedido de registro de candidatura, com todos os documentos, pareceres de grandes juristas e antes de qualquer prazo: ele está elegível”
Íntegra da nota
É a seguinte a nota distribuída à imprensa:
“A impugnação do Partido dos Trabalhadores (PT) não é nada mais do que o partido investigado pela operação Lava Jato tentando tirar da urna o procurador que coordenou a operação. Não conseguem derrotar Deltan no voto, então tentam retirá-lo antes do voto.
Deltan está tão seguro de sua situação jurídica que levou a questão à Justiça Eleitoral em julho e antecipou o seu pedido de registro de candidatura, com todos os documentos, pareceres de grandes juristas e antes de qualquer prazo: ele está elegível. Não tinha processo administrativo disciplinar pendente quando deixou o Ministério Público, não foi demitido, não perdeu o cargo, e nenhum dos procedimentos apontados resultou em punição. Em 2023, o voto de quase 345 mil paranaenses foi anulado com base numa suposição sobre o futuro. O futuro chegou e não confirmou nada.
Hoje, no Brasil, condenados por corrupção disputam eleições com absoluta naturalidade, enquanto quem combateu a corrupção precisa provar que pode concorrer. Deltan responderá nos autos, no prazo da lei, e confia na Justiça Eleitoral do Paraná. Fora dos autos, vale o que sempre valeu: quem escolhe quem representa o Paraná no Senado não é partido nenhum, é o eleitor paranaense.” (Foto: Marcelo Camargo/Ag.-Brasil).
