A culpa foi do morto

Um homem morreu de frio na praça Tiradentes, segundo o prefeito Rafael Greca porque não quis ser recolhido a um abrigo. Foi mais uma vítima da “ideologia perversa do (falso) direito de ficar na rua adversa e gelada”, escreveu nas redes sociais. No Facebook, deu outras informações, dentre elas a de que esteve, naturalmente acompanhado de Margarita, na praça Tiradentes às 21 horas para ver o trabalho da FAS. Leia:

#CuritibaGelada Ontem – após recusar atendimento da FAS , por estar fortemente drogado e alcolizado – morreu um homem na praça Tiradentes, num quadro de convulsões. Não queremos perder ninguém por abandono, mas as forças do mal insistem no “direito” de permanecer na rua. Ontem, Margarita e eu estivémos na praça, por volta das 21:00 horas. Vimos o bom trabalho da equipe da FAS – liderada por Maria Alice Erthal – e o solícito serviço dos voluntários no Expresso Solidariedade. Às 3 da manhã fomos informados do óbito após recusa de atendimento.

  • Na noite de 18 para 19 de julho trabalharam 11 Equipes de Abordagem Social 22 Profissionais da Assistência Social (Assistentes e Educadores;
    * 11 Profissionais de Apoio (Motoristas). Foram realizados 6 Roteiros de Busca Ativa. Foram atendidas 195 Solicitações do telefone 156.

  • 55 pessoas recusaram encaminhamento e permaneceram ao relento. Em 68 ocorrências não havia ninguém no local no momento da Abordagem. Tivemos êxito em 58 Encaminhamentos para Acolhimento. Às 4h da manhã 95% das vagas oferecidas já estavam ocupadas. Os moradores de rua já aprenderam o caminho dos abrigos.

  • Nosso Expresso Solidariedade estacionou das 19h às 23h na Praça Tiradentes. Ali foram servidas 370 refeições. Dali sairam mais 12 pessoas para acolhimento. Depois o expresso seguiu para o Mercado Municipal onde foram servidas outras 130 refeições e realizados outros vários encaminhamentos.

  • Mandei ampliar em 50 leitos as 800 vagas que tínhamos até ontem. Não queremos perder ninguém por abandono, contra nós a ideologia perversa do (falso) direito de ficar na rua adversa e gelada. Veja a excelente reportagem RIC.

    Faltou dizer que as equipes da FAS também seguem a “ideologia do (falso) direito de ficar na rua adversa e gelada” e, por isso, o homem morreu de frio.

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