Começa a duplicação do Contorno Norte de Curitiba

A duplicação do Contorno Norte de Curitiba, na PR-418, começou oficialmente nesta quarta-feira (18), marcando também a primeira grande obra do novo programa de concessões rodoviárias do Paraná. Com quase 17 quilômetros de extensão, o trecho entre os quilômetros 5 e 21 será duplicado até o fim de 2027 e contará com sete novos viadutos, ampliando a segurança viária e a fluidez do trânsito em um dos principais corredores logísticos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Apenas no Contorno Norte, serão investidos R$ 170 milhões nos próximos três anos. Ele integra o Lote 1, que contempla R$ 13,1 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos em 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais, incluindo trechos da BR-277, entre Curitiba e Guarapuava, e da PR-423, entre Araucária e Campo Largo, além dos contornos Sul e Norte da Capital. As intervenções incluem duplicações, implantação de vias marginais, passarelas, ciclovias, pontos de ônibus e sistemas inteligentes de monitoramento de tráfego.

Concessões

O início das obras foi marcado por um ato com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior, do ministro dos Transportes, Renan Filho, e do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, além de diversos outros representantes do Governo do Estado e governo federal que participaram das negociações sobre a modelagem da concessão.

Segundo Ratinho Junior, a duplicação do Contorno Norte de Curitiba, que também significa o início das obras todo o novo pacote de concessões rodoviárias do Paraná, é um marco para a infraestrutura do Estado, cujo modelo de contratação está servindo de referência para o Brasil. “A população do Paraná acompanhou com transparência todo esse processo e acreditou no modelo moderno e inovador que o Governo do Estado propôs, com muitas obras e tarifas justas, e que hoje é adotado pelo governo federal em outras concessões”, afirmou o governador.

Modelo

Em seu discurso, o ministro dos Transportes disse que o Paraná está no centro do maior ciclo de concessões rodoviárias da história do Brasil. “Só no Estado, estão previstos R$ 120 bilhões em investimentos, sendo que R$ 60 bilhões já foram contratados. Esse projeto do Contorno Norte de Curitiba, que hoje inicia suas obras, simboliza essa nova fase”, declarou Renan Filho.

O representante da União também destacou que o modelo defendido pelo Governo do Paraná – e que foi mantido pelo governo federal mesmo com a mudança na presidência – garante preços mais justos aos paranaenses. “Além de termos tarifas 45% menores do que no modelo anterior, as obras começaram imediatamente, com duplicações, vias marginais e um conjunto completo de melhorias. O Paraná já é uma potência na agricultura, na indústria, no turismo e nos serviços, e agora vai poder ainda mais com rodovias modernas e eficientes”, acrescentou o ministro.

Impacto

O Contorno Norte é uma via estratégica para a mobilidade urbana e logística da Grande Curitiba. Ele conecta rodovias estaduais e federais importantes, facilita o tráfego de veículos pesados fora do eixo central da capital e reduz o tempo de deslocamento entre bairros e municípios vizinhos. A duplicação e os novos viadutos vão beneficiar diretamente milhares de usuários diários, além de contribuir para o escoamento da produção industrial e agrícola da região.

Para o prefeito de Curitiba, o aspecto econômico é importante, sobretudo por fortalecer a integração dos municípios que formam a Região Metropolitana de Curitiba. Ele enfatizou, no entanto, que o principal benefício do projeto é a proteção à vida dos cerca de 20 mil motoristas que trafegam diariamente pelo Contorno Norte.

“A duplicação do Contorno Norte também representa um avanço estratégico para a mobilidade entre Curitiba e os municípios vizinhos, com impacto direto no desenvolvimento urbano e na atração de novos empreendimentos para a região, mas o mais importante é que essa obra vai salvar vidas, trazendo mais segurança e conforto a quem utiliza esse importante eixo todos os dias”, afirmou Eduardo Pimentel. (AEN; Foto: Foto: Geraldo Bubniak/AEN).

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