A vice-governadora Cida Borghetti está mergulhada em um programa de imersão. Mas não se trata de um programa de embelezamento e sim de uma imersão em media training e especialmente em relação aos programas de governo e finanças do estado.
Isso porque em 4 anos como vice, nunca houve reuniões regulares do governador com a vice e secretários de estado. Todos trabalharam desconectados, cada um de per si. O resultado é que a vice, que deve assumir em 8 de abril, sabe quase nada do que acontece da porta da vice-governança pra fora. Está tentando aprender.
Mais: o que seria normal em qualquer mudança de poder, não está ocorrendo agora o “período de transição”, aquele que se faz entre o governante que sai para preparar o que entra. Nem Cida tem uma equipe definida de secretários e dirigentes de estatais e autarquias e, óbvio, não há reuniões de preparatórias de comando nos diversos setores da administração.
A tendência de Cida é ligar o piloto automático e deixar a máquina andar do jeito que dá. Mesmo porque não fará nos meses em que estiver no governo nenhuma mudança que desagrade Beto Richa ou que ponha em risco as finanças do estado.
Ela ganharia estatura eleitoral, por exemplo, se ousasse fazer a recomposição dos salários do funcionalismo. Ou se, de uma hora para outra, resolvesse enfrentar um problema com que Richa nunca se preocupou, como a construção de penitenciárias para esvaziar cadeias… coisas assim. Não dá tempo e ela nem sabe o que é possível fazer.
