Chamado de ‘Maria Louca’, Requião perde na Justiça

Chamado de “Maria Louca” pelo historiador e comentarista Marco Antonio Villa num programa da TV Cultura exibido em 2017, o ex-senador Roberto Requião logo depois entrou na justiça pedindo indenização por danos morais. O processo chegou a fim nesta terça-feira (26) com a publicação da sentença do juiz Victor Schmidt Figueira dos Santos, da 6.ª Vara Cível de Curitiba, absolvendo Villa e condenando Requião a pagar custas e honorários. O ex-senador ainda pode recorrer na segunda instância.

Requião pretendia indenização de R$ 50 mil, inconformado, como disseram seus advogados, com “os comentários agressivos e pejorativos, rotulando-o de ladrão, ‘Maria Louca’ e contumaz praticante de crime contra o erário”, afirmações que teriam causado danos à sua imagem e honra.

Na sentença, citando farta jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente em decisões do ministro Celso de Melo, o juiz Vitor Schmidt diz que “não se vislumbra que o Requerido [Villa], dentro do presente contexto, tenha extrapolado a crítica jornalística, porquanto sua intervenção lastreou-se em elementos legítimos de convicção pessoal e com o objetivo de externalizar crítica a um acontecimento legislativo relevante.”

Veja o teor da sentença:

9 COMENTÁRIOS

  1. Explique Bato Salu comissiondo de que se o homem nem tem mandato mais ? Eta ignorancia. Nunca fi comissionado mas sei o valor de um homem honesto na politica. Os Legados de Requião? São tantos que é impossivel enumerá-los… Pegue sua conta de Luz e Agua de 2007 compare com a atual e já terá algum exemplo…

  2. Não gostar de Requião é uma coisa. Mas não respeitar seu currículo, cultura e honestidade inflexivel da sua atuação nacionalista é outra. Enquanto justiça e eleitores não dimensionarem o quão sofrido e raro é ser decente na politica, o Brasil vai continuar sem referências e sem futuro.

  3. Não concordo com a maior parte das críticas que fazem ao Requião, mas nesse caso ele poderia ter deixado passar essa história de processo, pois quando quer é também um crítico ácido daqueles que não rezam pela mesma cartilha dele.

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