Economistas entrevistados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus reduziram pela 12ª vez a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019. No informativo divulgado nesta segunda-feira (20), a expansão da economia brasileira para este ano está prevista em 1,24%.
De acordo com os analistas do mercado financeiro na última segunda-feira (13), o PIB brasileiro cresceria 1,45% em 2019. No começo do ano era previsto um crescimento 2,6% para este ano. Para 2020, a projeção foi mantida em 2,50%, assim como para 2021 e 2022.
Já a estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,04% para 4,07 este ano. Para 2020, a previsão segue em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração: 3,75%. A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%
Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019. Para o fim de 2020, a projeção passou de 7,50% para 7,25% ao ano. Para o fim de 2020, a previsão foi mantida em 8% ao ano e em 2021, a expectativa caiu de 8% para 7,50% ao ano.
A previsão dos economistas para a cotação do dólar subiu de R$ 3,75 para R$ 3,80 no fim de 2019 e permanece em R$ 3,80 no fim de 2020. Na última sexta-feira (17), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,102, com alta de R$ 0,065 (+1,62%), chegando ao maior valor desde 19 de setembro (R$ 4,124).
